Rangel diz que o Governo "merece maioria absoluta", Montenegro responde com um "desejo" diferente

CNN Portugal , Com Lusa
6 mar 2025, 21:09
Luís Montenegro com o "número 2", Paulo Rangel (Lusa/Miguel A. Lopes)

Primeiro-ministro revela ainda que está a par dos pedidos feitos por Marques Mendes para se evitar eleições

Luís Montenegro diz que o debate da moção de confiança, marcado para a próxima terça-feira, é "a última oportunidade" para os partidos dizerem se acham ou não que o Governo tem condições para governar. Caso contrário, "têm de ser os portugueses a decidir".

Questionado pelos jornalistas, após o Conselho Europeu em Bruxelas, sobre se deseja uma maioria absoluta - algo que Paulo Rangel considera que o Governo merece -, o primeiro-ministro diz que "o desejo" que tem é o de continuar em funções com o Governo que tem - que é minoritário: “O meu desejo é o de poder submeter ao parlamento a moção de confiança que o Governo hoje mesmo aprovou e, por isso, dar uma última oportunidade aos partidos de concederem, ou não, ao Governo a possibilidade de executar o programa. Se [os partidos] entenderem que não têm condições, terá de ser o povo português a resolver esse impasse”.

Montenegro afirmou que tem conhecimento do pedido feito por Marques Mendes ao Presidente da República para resolver a crise política e assegurou que o Governo está a fazer tudo para responder ao parlamento e evitar eleições antecipadas. “Tive conhecimento muito fugaz de que havia uma proposta no sentido de esgotar todos os instrumentos e diligências para poder evitar que o país tenha uma necessidade de auscultação do povo português”, disse.

Da parte do Governo, garantiu, está a ser feito “aquilo que lhe compete, a dar as respostas que são necessárias e a interagir com as demais forças políticas” para esclarecê-las e “dar uma última oportunidade” para evitar adensar a crise política e desencadear legislativas antecipadas.

Luís Montenegro acrescentou que, se houver eleições legislativas antecipadas, é da opinião que os portugueses “têm por larga maioria uma satisfação com o caminho de transformação que o Governo encetou nos últimos 11 meses”.

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