Primeiro-ministro espera ainda que “nos próximos dias” se possa “afinar posições”
Confrontado com a posição de António José Seguro, que em campanha disse não promulgar uma proposta de lei laboral sem aval da UGT, Montenegro respondeu que o Governo vai levá-la em "consideração".
“Nós não desconhecemos aquilo que são as posições que o Presidente da República já manifestou sobre isso e, naturalmente, saberemos interpretá-las e levá-las em consideração”, disse.
O primeiro-ministro espera que “nos próximos dias” se possa “afinar posições” e tomadas decisões em sede de concertação social quanto ao pacote laboral, e assegurou que o Governo saberá interpretar as preocupações do Presidente da República.
“Não vale a pena termos uma expectativa de prolongamento grande deste processo. O que nós podemos esperar, e é aquilo que eu espero também, é que nos próximos dias se possa afinar posições e se possa tomar as devidas decisões”, afirmou Luís Montenegro, questionado à saída de uma conferência sobre a decisão do secretariado da UGT de rejeitar a anteproposta de revisão da lei laboral nos moldes atuais e continuar as negociações.
O primeiro-ministro afirmou esta sexta-feira que o Governo continuará “à procura de um acordo” na concertação social na revisão da legislação laboral, com o objetivo de tornar a economia portuguesa mais atrativa e competitiva.
Luís Montenegro falava numa conferência que assinala os 150 anos da Caixa Geral de Depósitos, “Encontro Fora da Caixa”, e no qual marcou também presença o ex-Presidente da República Marcelo Rebelo de Sousa.
“Continuaremos, no âmbito da concertação social, à procura de um acordo que possa dar às relações laborais também o espírito de incremento de produtividade e competitividade, que transformem a nossa economia numa economia ainda mais atrativa para o investimento, que deem segurança aos investidores, que deem confiança aos investidores”, afirmou.
O primeiro-ministro disse ainda que esse será um processo que espera ver concluído “em breve”.
“Nós estamos num processo negocial com os parceiros sociais, vamos terminar, em breve, depois o Governo tomará uma decisão final sobre a proposta a enviar ao parlamento, e depois o parlamento decidirá, e o Presidente da República terá a sua intervenção no procedimento legislativo mais à frente”, disse.