Segundo apartamento na Lapa foi pago com cheque de 380 mil euros da conta do BCP que o primeiro-ministro declarou à entidade da transparência
O primeiro-ministro comprou um apartamento na Lapa, em Lisboa, com um cheque de 380 mil euros da conta do BCP que declarou à entidade da transparência, comprovou a TVI/CNN Portugal.
Este cheque consta da própria escritura feita em novembro de 2024, altura em que Luís Montenegro decidiu comprar um andar no mesmo prédio onde já tinha adquirido um outro antes, em nome dos filhos.
O novo andar fica por baixo do apartamento em nome dos filhos.
Atualmente, o primeiro-ministro está hospedado no Hotel Epic Sana, enquanto decorrem as obras para juntar os dois apartamentos.
Este hotel trata-se da escolha habitual do PSD para as noites eleitorais, Na internet, a diária, sem desconto, ronda os 300 euros.
Ao que TVI/CNN Portugal apurou, Montenegro pernoita ali porque se encontra a fazer obras nos dois apartamentos que comprou na Travessa do Possolo, no bairro da Lapa, perto da sede do partido. E na mesma rua de Aníbal Cavaco Silva, que é uma referência para o primeiro-ministro.
O primeiro apartamento, comprado em 2023, chegou a ser a morada de Montenegro e do filho mais novo nas estadias em Lisboa. Está em nome dos filhos do primeiro-ministro.
Quando Montenegro se preparava para ampliar o apartamento, criando um segundo quarto, soube que a fração de baixo estava à venda. Em novembro de 2024, decidiu comprá-la, com recurso a um cheque de 380 mil euros, vindos diretamente de uma das contas bancárias que declarou à Entidade da Transparência.
A TVI/CNN Portugal viu o comprovativo de pagamento desta segunda casa, o número do cheque e confirmou que a conta de origem coincide com a conta declarada.
Entretanto, o primeiro-ministro iniciou obras de amplicação, de forma a obter um duplex.
À TVI/CNN Portugal chegou a informação de que as obras não estariam licenciadas. Questionada, a Câmara Municipal de Lisboa respondeu o seguinte: "Analisado o processo do edifício em causa, não há registo de nenhuma queixa, ilegalidade ou irregularidade".
Outra fonte próxima da autarquia assegurou que as obras em questão não carecem de licença por serem obras interiores.