"Fiquei banzado quando vi um discurso meu, com a minha cara e a minha voz. E nunca disse aquelas coisas": Montenegro promete aposta no combate às 'fake news'

Agência Lusa , BCE
29 mai, 19:56
Luís Montenegro (LUSA)

O primeiro-ministro compromete-se a aumentar investimento na cultura em 50% até ao final da legislatura e a combater as 'fake news', contando um episódio que lhe aconteceu com recurso à inteligência artificial

O primeiro-ministro, Luís Montenegro, assumiu hoje, em Aveiro, o objetivo de aumentar o investimento na cultura em 50% até ao final da atual legislatura e defendeu a aposta no bom jornalismo para combater as "fake news".

"Um dos pontos do nosso programa é precisamente podermos chegar ao fim desta legislatura e ter no Orçamento do Estado um valor aplicado à cultura que signifique um crescimento de 50% face àquele que era no dia em que nós entrámos”, disse Luís Montenegro.

O governante falava no encerramento da conferência “Cultura e Democracia”, promovida pelo Observador, no âmbito do programa de Aveiro – Capital Portuguesa da Cultura 2024.

Montenegro defendeu ainda uma aposta no mecenato que possa ser um incentivo e incremento às atividades culturais.

No seu discurso, falou também sobre a importância da cultura na democracia e da cultura democrática, alertando para os perigos daquilo que se passa hoje nas redes sociais, com a manipulação da informação, usando em alguns casos a inteligência artificial.

“Eu fiquei uma vez banzado quando me mostraram um discurso meu. Com a minha cara e a minha voz. E eu nunca disse aquelas coisas”, referiu.

Por isso, Montenegro disse que se deve “cultivar bons jornalistas e bom jornalismo”, adiantando que a comunicação social hoje é ainda mais determinante para garantir a cultura democrática e a fidedignidade da informação.

Para o governante, a melhor maneira de combater esta ameaça das redes sociais, das "fake news" e da manipulação é haver "bom jornalismo, de qualidade, com rigor, liberdade e independência".

“Nós precisamos de jornalismo que não faça as agendas das redes sociais”, vincou, acrescentando que não fala sobre aquilo que os outros falaram, porque “é preciso respeitar as agendas de cada um”.

À saída, e quando questionado pelos jornalistas quanto ao que vai custar o plano de emergência e transformação para a saúde, que foi hoje apresentado, o chefe do executivo limitou-se a dizer que “vai custar muito trabalho”.

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