Montenegro já tinha levantado o véu sobre algumas das empresas com as quais a sua consultora trabalha

CNN Portugal , DCT
28 fev 2025, 15:33
Debate da moção de censura do Chega ao Governo (LUSA)

Primeiro-ministro já tinha detalhado o ramo de atuação das cinco empresas esta tarde reveladas em comunicado

Há uma semana, no debate da moção de censura proposta pelo Chega, Luís Montenegro já tinha levantado o véu sobre as empresas com as quais a consultora da sua família trabalhava, a Spinumviva, mas sem nunca avançar com nomes concretos.

Uma das entidades mencionadas pelo primeiro-ministro foi descrita pelo próprio como uma “empresa que gere unidades hoteleiras e um negócio físico e online”, empresa essa com “cerca de 500 mil clientes registados e 1.200 funcionários”, o que leva a crer que estaria a referir-se à Solverde, empresa que esta sexta-feira confirmou relações com Montenegro enquanto advogado e com a empresa do mesmo. Por outro lado: a Solverde pagou 4.500 euros por mês à empresa da família de Luís Montenegro.

O primeiro-ministro também mencionou “uma empresa de retalho com cerca de dois mil funcionários e lojas físicas e online”, o que pode corresponder à Rádio Popular, até porque Montenegro detalhou que, “entre outras coisas, é gerido um ficheiro com mais de dois milhões e meio de clientes e respetivos dados”.

O CLIP - Colégio Luso Internacional do Porto, que foi esta tarde enumerado pela Spinumviva em comunicado e, há uma semana, Montenegro já o tinha descrito como “um estabelecimento de ensino privado, sem contratos com o Estado, com mais de 1200 alunos e mais de 200 funcionários”.

O “grupo industrial do ramo do aço, com centenas de funcionários, clientes e fornecedores” que Montenegro mencionou pode corresponder à FERPINTA.

Na Assembleia da República, Montenegro falou ainda de “um grupo de farmácias, com especial sensibilidade no tratamento de dados de saúde”, que pode corresponder à Lopes Barata, Consultoria e Gestão, mencionada esta tarde em comunicado pela Spinumviva.

De acordo com o comunicado, a consultora nega “qualquer envolvimento político” no serviço prestado a estas empresas e garante que a relação contratual com “cada um dos seus clientes teve início” quando Luís Montenegro “era sócio e gerente desta sociedade, mas não tinha qualquer atividade política”.

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