Proteção Civil anunciou que dois feridos tinham morrido no hospital, mas tal deveu-se a "duplicação de registos". Acidente fez ainda 23 feridos
Luís Montenegro falou ao país sobre ao acidente do ascensor de Lisboa, "uma das maiores tragédias humanas da nossa história recente" e corrigiu o número de vítimas mortais para 16.
"Segundo os últimos dados confirmados pelas entidades de saúde e o Instituto de Medicina Legal e Ciências Forenses, temos a confirmar 16 vítimas mortais e 5 feridos em estado crítico. Em nome do Governo português, dirijo-me às vítimas e às suas famílias, nacionais e estrangeiros, desejando, também, uma rápida e total recuperação àqueles que se encontram feridos. Neste momento de dor, nenhuma palavra será suficiente para apaziguar a vossa perda nem para preencher o vazio que se abriu com quem partiu", afirmou o primeiro-ministro.
Garantindo que as vítimas não estão sozinhas "e que o país inteiro partilha a vossa dor".
"O Governo está, desde a primeira hora, a acompanhar a evolução da situação e a resposta o mais célebre possível de todas as entidades e autoridades públicas envolvidas, transmitindo as orientações essenciais para a prestação de todo o apoio necessário e, também, sempre mantendo um contato permanente com sua Excelência, o Sr. Presidente da República e o Sr. Presidente da Câmara Municipal de Lisboa", declarou.
Montenegro disse ainda que "através dos serviços competentes", o Governo está "em contacto com as famílias das vítimas nacionais e estrangeiras, nomeadamente através do Ministério dos Negócios Estrangeiros, sempre que haja lugar à identificação das pessoas e das nacionalidades que vão sendo confirmadas".
"Também transmitir-vos que o Instituto de Registro e Notariado vai disponibilizar uma equipa em Lisboa para poder acelerar os registros de óbito e garantir um atendimento prioritário. A TAP já se disponibilizou também para prestar todo o apoio, quer no transporte para território nacional de familiares, de cidadãos nacionais ou estrangeiros que se encontrem fora do nosso país, quer para repatriar feridos e mesmo transladar os corpos das vítimas mortais. Este trágico acidente que afetou o nosso país ultrapassa fronteiras e é uma dor que não tem nacionalidade".
O primeiro-ministro agradeceu ainda a "pronta e coordenada resposta de todas as entidades envolvidas no socorro às vítimas", ressalvando que "esta resposta rápida permitiu salvar vidas e, acima de tudo, por via disso, evitar que a tragédia assumisse ainda proporções maiores e mais devastadoras".