Diretor da PSP garante que "ninguém está acima da lei, nem os polícias"

8 mai, 07:17
Diretor Nacional da Polícia de Segurança Pública (PSP) de Portugal, Luís Carrilho (JOÃO RELVAS/LUSA)
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REVISTA DE IMPRENSA | Luís Carrilho diz que caso de alegada tortura no Rato foi “um choque”

O diretor nacional da PSP admitiu que o alegado caso de tortura na Esquadra do Rato foi “um choque” para a instituição e revelou que o controlo interno aumentou desde então. Em entrevista ao Expresso, Luís Carrilho garantiu que a PSP não se revê nas acusações e defendeu que todos os casos devem ser investigados.

O superintendente-chefe recusou a ideia de demissão após ter conhecido o caso e sublinhou que “ninguém está acima da lei, nem os polícias”. Carrilho destacou ainda que o Ministério Público pediu a colaboração da PSP na investigação, o que considera um sinal de confiança na instituição.

"Neste caso, o Ministério Público decidiu, e bem, na minha opinião, solicitar à PSP a colaboração na investigação, o que também é uma prova de confiança na instituição. Ninguém está acima da lei, nem os polícias", afirmou ao jornal.

Sobre os agentes suspeitos, explicou que os testes psicológicos da PSP são exigentes e incluem mecanismos para detetar comportamentos discriminatórios. Ainda assim, reconheceu que podem existir falhas e admitiu que, no caso do Rato, terá havido uma conjugação de fatores.

O diretor nacional defendeu também a atuação policial em operações como a do Martim Moniz, afirmando que revistas e buscas seguem normas específicas e são frequentes em ações de prevenção criminal. Já sobre o caso Odair Moniz, considerou que os agentes envolvidos “deram o seu melhor” e têm direito à defesa.

"Os nossos polícias, estou certo, deram o seu melhor e tem de lhes ser garantido todo o direito de defesa, num caso que está em julgamento. A morte de uma pessoa, quaisquer que sejam as circunstâncias, é sempre de lamentar", afirmou.

Carrilho insistiu ainda que Lisboa continua a ser “uma das cidades mais seguras do mundo” e definiu os dois anos à frente da PSP como um esforço para reforçar a credibilidade da polícia e a proximidade aos cidadãos.

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