Lucília Gago fala em "campanha orquestrada" contra o Ministério Público (incluindo de pessoas que "têm ou tiveram responsabilidades na vida da Nação")

8 jul, 21:57
Lucília Gago, procuradora-geral da República (Lusa/ José Sena Goulão)

Hipótese de uma demissão nunca esteve em cima da mesa

A procuradora-geral da República afirmou que há uma campanha orquestrada pelo Ministério Público. Numa entrevista dada à RTP em que recusou todas as críticas e em que garantiu nunca ter ponderado uma demissão, Lucília Gago garantiu estar "perfeitamente consciente de que há, de facto, uma campanha orquestrada por parte de pessoas que não deviam".

Uma campanha, acrescentou, na qual também se inscrevem "um conjunto alargado de pessoas que têm ou tiveram responsabilidades de relevo na vida da Nação".

A responsável sublinhou que as intervenções públicas que tem feito vão nesse sentido, admitindo que há várias formas de se exercer pressão, que "ocorre efetivamente". Isto para responder à questão de se essas pressões são políticas. A resposta não foi um sim, mas deixou no ar essa ideia.

"Estas pressões decorrem de tudo aquilo a que temos assistido, é escusado especificar", reiterou.

Lucília Gago afirmou ainda nunca ter colocado a hipótese de se demitir após as críticas de que a própria e o MP de forma geral têm sido alvo, na sequência de processos mediáticos como a Operação Influencer, que levou à queda do Governo de António Costa, investigado, mas não constituído arguido no caso.

“Não, nunca. Não coloquei nunca essa questão, porque encaro o meu mandato como sendo um mandato que leva um cunho de rigor, de objetividade, de isenção”, disse a procuradora-geral da República (PGR).

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