"Lua de morango" iluminou o céu. Veja as imagens

CNN , Amém Galinato
30 jun, 09:54
Um avião passa à frente da "lua de morango", que brilha sobre a praia de Coogee, em Sydney, na Austrália, a 11 de junho de 2025. SAEED KHAN/AFP/Getty Images
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O nome do fenómeno lunar deriva das tribos algonquinas nativas americanas, que associaram a lua cheia à época da colheita de frutos silvestres

A lua de morango, que foi visível no céu esta semana, marcou a primeira lua cheia do verão.

Na segunda-feira, poucos dias após o solstício de verão de 21 de junho, os observadores do céu testemunharam o astro a iluminar a noite com o seu brilho âmbar.

Para quem está no Hemisfério Norte, à medida que a lua de morango nasceu e se pôs, traçou a trajetória mais baixa de qualquer lua cheia deste ano — enquanto no Hemisfério Sul descreveu o seu arco mais elevado, segundo a EarthSky.

A lua atingiu a sua iluminação máxima às 19h57 de Nova Iorque, 00h57 em Lisboa, de segunda-feira, após o nascer da lua, momento em que a borda superior do satélite surgiu acima do horizonte a este, refere a EarthSky.

Veja aqui as melhores imagens da "Lua de morango"

A lua de morango apareceu um dia depois do apogeu, o ponto em que a lua esteve mais afastada da Terra. Quando uma lua cheia ocorre perto do apogeu, é frequentemente chamada de microlua — e a de junho foi a segunda mais pequena de 2026.

Embora a lua tenha parecido ligeiramente menor, a diferença foi praticamente impercetível a olho nu, segundo a doutora Pamela Gay, cientista sénior do Planetary Science Institute.

Para obter a melhor visão da lua de morango de baixa altitude, recomendava-se sair e “encontrar um local escuro e sem obstruções — sem edifícios altos, árvores, coisas desse género”, sugeriu Noah Petro, chefe do Laboratório de Geologia, Geofísica e Geoquímica Planetária da NASA, no Goddard Space Flight Center, em Greenbelt, Maryland.

Uma lua de tonalidades variáveis

Habitantes observam o céu em Weehawken, Nova Jérsia, e fotografam a lua cheia "Strawberry Moon" por trás do horizonte de Nova Iorque, a 10 de junho de 2025. Gary Hershorn/Corbis News/Getty Images

O nome do fenómeno lunar deriva das tribos algonquinas nativas americanas, que associaram a lua cheia à época da colheita de frutos silvestres. Os Abenaki ocidentais conhecem-na como lua da ceifa e os Anishinaabe como lua da floração, segundo o The Old Farmer’s Almanac.

Os observadores da lua cheia de junho notaram que esta parece mudar de cor. No entanto, a tonalidade do astro não se alterou na realidade.

“A nossa lua tem uma cor e essa cor é decidida pela mineralogia, pela forma como a luz solar reflete na sua superfície”, afirmou Gay. Mas o fator determinante, acrescentou, é que a luz refletida pela lua teve de atravessar a atmosfera da Terra para chegar aos nossos olhos — e a cor dessa luz pôde mudar ligeiramente dependendo do que existia na atmosfera.

Em zonas com maior poluição atmosférica, a lua de morango pôde parecer assumir uma tonalidade mais quente e mais rica em cor.

A lua de morango deste ano surgiu num momento de maior entusiasmo em torno da exploração lunar, poucos meses depois de a missão Artemis II ter enviado com sucesso quatro astronautas à volta do lado oculto da Lua. Com a expectativa a crescer para a próxima missão Artemis, que poderá ser lançada já no final do próximo ano, e com a possibilidade de uma aterragem lunar no horizonte, alguns especialistas defenderam que observar o céu é uma forma de reforçar a ligação da Terra ao seu satélite natural e ao espaço.

“Estamos prestes a enviar humanos de volta à Lua com a Artemis. Dentro de alguns anos, teremos astronautas a aterrar na Lua”, disse Petro. “Agora é o momento de começar a construir essa relação com a Lua. E a forma mais fácil de o fazer é simplesmente sair e olhar para o céu.”

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