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Jovens que violaram menor em Loures e colocaram as imagens nas redes sociais condenados a prisão efetiva

12 jun, 18:00
Sala de audiências
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Três dos jovens ficam já na prisão por haver perigo de fuga. Um quarto aguarda o recurso em liberdade mas está impedido de contactar a vítima ou de ir às redes sociais

Os quatro jovens que violaram uma rapariga de 16 anos em Loures e publicaram todo o episódio nas redes sociais foram condenados a penas de prisão efetiva.

De acordo com o comunicado do Tribunal Judicial da Comarca Lisboa Norte, foram dados como provados 27 crimes de pornografia de menores para todos os arguidos, que foram considerados pelas autoridades influencers com público significativo, havendo ainda outros delitos.

Gabriel Malta e Francisco Martins foram condenados a oito anos de prisão efetiva, acumulando, para lá dos crimes de pornografia de menores, dois crimes de violação agravados e um crime de ofensa à integridade física.

Já Hugo Ribeiro e Leonardo Silva foram condenados pelos 27 crimes de pornografia de menores e dois crimes de violação agravados, escapando à ofensa à integridade física.

Tirando Hugo Ribeiro, todos os outros jovens vão ficar já na prisão a aguardar o resultado de um eventual recurso, já que o juiz que tomou a decisão entende que há perigo de fuga por haver familiares no estrangeiro, havendo ainda perigo de contacto com a vítima.

Quanto a Hugo Ribeiro, vai ficar a aguardar o recurso em liberdade, ainda que com um agravamento das medidas de coação, ficando agora sujeito a apresentações periódicas, além de passar a estar proibido de contactar a vítima ou de se aproximar da escola ou casa da mesma. Fica ainda proibido de aceder às redes sociais seja de que forma for.

Os quatro condenados ficam ainda obrigados a pagar uma indemnização de 50 mil euros à vítima, tendo ainda de pagar o custo da assistência primária prestada na Unidade de Saúde Local Loures-Odivelas.

O que se passou naquela noite

A jovem violada combinou com um dos arguidos um encontro sexual na rua na noite de 12 de fevereiro de 2025, sendo que a relação era consentida. Quando o grupo chegou a vítima aceitou que os atos fossem filmados num jardim público.

O grupo seguiu depois para as traseiras de um prédio perto da zona, dirigindo-se até um divisão fechada onde continuaram os atos sexuais, ainda consentidos, até que surgiram agressões e a vítima tentou acabar com a situação.

Depois de ser agredida na cara, a jovem pediu aos rapazes que parassem e disse que se ia embora, mas acabou impedida pelos agressores, que a cercaram e partiram para a violação.

Enquanto dois dos arguidos abusavam da menor, os outros dois registavam tudo num vídeo gravado com o telemóvel que mais tarde seria visto online por mais de 32 mil pessoas.

A jovem dirigiu-se então ao Hospital Beatriz Ângelo, onde teve início a investigação que agora culmina nesta decisão da primeira instância, que o juiz justificou pelos recentes números do Relatório Anual de Segurança Interna (RASI), que apontam para um aumento deste tipo de crimes.

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