Britânicos fazem filas de espera para terceira dose após alerta sobre Ómicron

Agência Lusa , DCT
13 dez 2021, 20:38
Britânicos fazem filas de espera para terceira dose após alerta sobre Ómicron
Britânicos fazem filas de espera para terceira dose após alerta sobre Ómicron

No Hospital St. Thomas, na margem sul do Rio Tamisa, em Londres, a fila estendia-se pela Ponte de Westminster em direção ao Parlamento na outra margem

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Longas filas de espera formaram-se esta segunda-feira junto a centros de vacinação em Inglaterra, na sequência do apelo do Governo britânico aos adultos para se protegerem com uma terceira dose de reforço devido ao risco da variante Ómicron. 

A página de agendamento pela Internet esteve inacessível temporariamente devido ao excesso de procura, após o primeiro-ministro, Boris Johnson, apelar no domingo aos adultos elegíveis, ou seja, aqueles que tenham recebido uma segunda dose, para que se apresentassem nos centros. 

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O resultado foi uma corrida a centros com tempos de espera de várias horas desde esta manhã. 

No Hospital St. Thomas, na margem sul do Rio Tamisa, em Londres, a fila estendia-se pela Ponte de Westminster em direção ao Parlamento na outra margem. 

O sistema deverá abrir os agendamentos aos menores de 30 anos na quarta-feira, com o objetivo de disponibilizar uma terceira dose a todos os maiores de 18 anos até ao final de mês, o que implica administrar cerca de um milhão de vacinas todos os dias. 

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O ministro da Saúde, Sajid Javid, reconheceu esta segunda-feira no Parlamento que procedimentos médicos de rotina terão que ser adiados para atingir a meta, mas explicou que se não for dada "prioridade ao reforço agora, as consequências para a saúde serão mais graves nos próximos meses".

Pelo menos uma pessoa infetada com a variante Ómicron da covid-19 morreu no Reino Unido e outras 10 estão hospitalizadas. 

Javid disse aos deputados que a mortalidade começa a aumentar cerca de duas semanas após as infecções, pelo que é expectável que "os números aumentem dramaticamente nos próximos dias e semanas”. 

Ómicron ganha expressão em Londres

Atualmente, estima-se que a variante Ómicron represente 20% dos casos em Inglaterra e 44% em Londres, onde deverá tornar-se dominante nas próximas 48 horas. 

David adiantou que o número de casos diários real deverá rondar atualmente os 200.000, embora a média dos últimos sete dias seja de 52.000. 

A Agência de Segurança de Saúde do Reino Unido (UKHSA) disse que o número de casos confirmados de Omicron no Reino Unido aumentou 50% em 24 horas, tendo sido identificados 1.576 desde domingo, totalizando 4.713. 

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O organismo adiantou que as 10 pessoas hospitalizadas infetadas com a variante Ómicron em Inglaterra têm idades que variam entre os 18 e 85 anos, a maioria dos quais vacinadas com duas doses.

A UKHSA estima que se o número de infetados com a variante continuar a crescer à velocidade atual, esta vai tornar-se dominante, ou seja, responsável por mais de 50% de todas as infecções de covid-19 no Reino Unido, nos próximos dias. 

O organismo estimou que o número está a duplicar a cada 2-3 dias, pelo que o Reino Unido poderá ultrapassar um milhão de infecções por dia até ao final deste mês.

O nível de alerta para a pandemia no país subiu para o nível quatro (numa escala de cinco) por a variante ser “extremamente transmissível”.

Novas medidas de contenção da pandemia já estão em vigor

O primeiro-ministro, Boris Johnson, reconheceu que o país enfrenta uma situação de “emergência" devido à "maré" de infecções esperada, a qual pode causar “muitas mortes” se os hospitais ficarem sobrecarregados com pacientes tendo em conta a rapidez de contágio.

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Dados preliminares da UKHSA mostraram que a eficácia contra a nova variante parece aumentar consideravelmente após uma dose de reforço da vacina, fornecendo cerca de 70% a 75% de proteção contra infecções sintomáticas.

O Governo anunciou na semana passada novas restrições em Inglaterra, como a generalização do uso de máscaras em locais públicos fechados, a obrigatoriedade de passe sanitário para entrar em discotecas ou salas de espectáculos e a recomendação de teletrabalho.

As regras na Escócia, País de Gales e Irlanda do Norte são decididas pelos respetivos governos autónomos, os quais já tinham estas medidas em vigor e defendem outras, como o isolamento obrigatório dos contactos de pessoas infetadas com a variante Ómicron.

O Reino Unido é o país com maior número de mortes de covid-19 na Europa, 146.477 desde o início da pandemia, contando com 81,3% da população vacinada com duas doses da vacina e 41% com uma terceira dose.  

 

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