Detida mulher suspeita de violar e matar "com extrema violência" menor de 12 anos cujo corpo foi encontrado dentro de baú em Paris

18 out, 10:39

Morte deveu-se a “uma paragem cardiorrespiratória com sinal de asfixia e compressão cervical”. Foram encontrados diversos ferimentos não fatais espalhados pelo corpo, como golpes no pescoço e os números 0 e 1 escritos a vermelho nos pés

Dahbia B é uma mulher sem-abrigo, de 24 anos, e a principal suspeita da morte de Lola, menor de 12 anos cujo corpo foi encontrado dentro de um baú, em Paris, França. A mulher foi presente a um juiz esta segunda-feira e está acusada pelo Ministério Público de “violar e matar” a menina, escreve a France 24, que cita a AFP.

Além da suspeita de 24 anos, a quem são atribuídas perturbações psiquiátricas, um homem mais velho também foi ouvido em tribunal esta segunda-feira. Dahbia B é suspeita de “violar e assassinar um menor com menos de 15 anos com atos de tortura e extrema violência”. O juiz determinou que ficasse sob custódia policial.

Lola tinha 12 anos

O Ministério Público de Paris divulgou um comunicado em que explica que a suspeita fez declarações contraditórias, “assumindo os factos” e depois “negando”. Segundo os procuradores responsáveis pelo caso, escreve a France 24, a suspeita acabou por admitir que levou Lola para o apartamento da sua irmã e forçou-a a tomar banho. Em seguida, assumiu que praticou atos de natureza sexual com a menor e outros atos violentos que culminaram na sua morte. Acabou por esconder o corpo num baú.

De acordo com a mesma fonte, o relatório da autópsia identifica como causa de morte “uma paragem cardiorrespiratória com sinal de asfixia e compressão cervical”. Foram encontrados diversos ferimentos não fatais espalhados pelo corpo, tal como grandes golpes no pescoço e os números 0 e 1 escritos a vermelho nos pés.

O Ministério Público acrescenta que a investigação vai continuar até se determinar “exatamente tudo o que aconteceu e a responsabilidade criminal de todos os envolvidos”.

O advogado da suspeita, Alexandre Silva, fez questão de expressar os seus sentimentos à família de Lola, mas alertou contra os “rumores” e lembrou que existe a “presunção de inocência” para a sua cliente.

Homem acolheu mulher de 24 anos em sua casa

Ainda de acordo com a AFP, o homem ouvido em tribunal, de 43 anos, admitiu ter levado a suspeita para sua casa, juntamente com o baú e duas malas. Explicou que ela ficou cerca de duas horas e que depois partiu num carro – táxi - que ele próprio chamou para a transportar.

Foi possível a identificação da suspeita após a visualização de imagens CCTV captadas por câmaras de vigilância. As imagens permitiram seguir os passos da suspeita, tal como o registo do telemóvel e as buscas físicas.

Os pais de Lola deram o alerta à polícia após a filha não regressar a casa depois de sair da escola, na sexta-feira à tarde. Na verdade, o pai, porteiro do prédio onde se suspeita que tudo aconteceu, ficou preocupado após verificar as imagens da câmara de vigilância do edifício e ver a sem-abrigo com a filha. O corpo acabou por ser escondido no pátio do prédio dentro de um baú, por baixo de roupas.

Seis pessoas que tiveram contacto com a principal suspeita – incluindo a sua irmã - foram detidas pelas autoridades, mas quatro acabaram por ser libertadas.

Vários vizinhos e moradores do bairro onde vivia a família têm prestado homenagem à vítima, colocando ramos de flores junto ao prédio onde vivia, com mensagens especiais.

A escola frequentada pela menor também fez saber que vai disponibilizar apoio psicológico aos colegas e aos professores da adolescente, que ficaram chocados com a sua morte e todas as circunstâncias. Muitas crianças estão a revelar receio de sair de casa.

Francois Dagnaud, autarca local, já visitou o estabelecimento de ensino e garantiu que que "a principal suspeita já está detida e que nenhum psicopata circulas nas ruas do bairro". "É tempo de luto e de a investigação seguir o seu caminho", acrescentou, apesar de reconhecer que "a morte de uma criança de uma forma destas é avassalador para todos".

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