Suspeito do ataque ao Centro Ismaili condenado à pena máxima e considerado imputável

13 mar, 11:15
Abdul Bashir em prisão preventiva. (Zed Jameson/ Getty Images)

Tribunal vai fazer a leitura do acordo no caso ismaili hoje. Arguido pediu para ter outro advogado e pediu um mês para isso. Tribunal não aceitou por ele ter advogada atribuída. 

MP mantém de que deve ser considerado inimputavel e todos os assistentes pedem pena de prisão efetiva.

Advogada das famílias diz:
 “Numa coisa estamos todos de acordo seja ele Esquizofrenico ou psicopata não poderá nunca ser colocado em liberdade seja na defesa dele próprio ou na defesa da população!”

Mantém-se provado que padece de esquizofrenia, personalidade de narcisismo maligno de elevada gravidade. 
Não provado que apesar destas doenças  no momento dos factos não se provou que tivesse sob o efeito dessa doença.  Considerado por isso imputável.

Mãe de Mariana, uma das vítimas, chorou durante o momento em que a juiz lia a súmula do processo e abraçou o marido.
Arguido manteve sempre cabeça baixa a olhar para o chão enquanto juiz falava.
Só foi informado no fim após o tradutor traduzir a decisão.

Assistentes no processo defendiam a aplicação de uma pena de prisão efetiva

O tribunal manteve esta sexta-feira a condenação de Abdul Bashir à pena máxima, após avaliar o seu estado mental no momento dos factos. Apesar de ter sido provado que padece de esquizofrenia e apresenta uma personalidade de narcisismo maligno de elevada gravidade, não foi demonstrado que estivesse sob efeito dessas condições durante o ataque, sendo por isso considerado imputável.

Durante a leitura da súmula do processo, a mãe de Mariana, uma das vítimas, chorou e abraçou o marido enquanto a juíza lia a súmula do processo. O arguido manteve a cabeça baixa e olhou para o chão durante toda a sessão, apenas sendo informado da decisão no final, após tradução feita pelo tradutor judicial.

Informado após tradução o arguido diz que não concorda com a decisão e a juíza responde que pode recorrer.

Durante a sessão, o arguido pediu ao tribunal a substituição da sua advogada e solicitou um prazo de um mês para constituir um novo defensor. O pedido foi recusado, uma vez que o tribunal considerou que já tem representação legal atribuída.

O Ministério Público manteve a posição de que o arguido deveria ser considerado inimputável. Já os assistentes no processo defendiamm a aplicação de uma pena de prisão efetiva.

A advogada das famílias das vítimas sustentou que, independentemente do diagnóstico clínico, o arguido não poderia voltar a ser colocado em liberdade, defendendo que tal decisão deve ter em conta a segurança do próprio e da população.

“Numa coisa estamos todos de acordo, seja ele esquizofrénico ou psicopata, não poderá nunca ser colocado em liberdade seja na defesa dele próprio ou na defesa da população", afirmou a advogada.

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