10 horas brutais: há dados novos sobre a chuva em Lisboa

17 jan, 16:34
Mau tempo em Lisboa (Lusa/ Tiago Petinga)

Informações foram extraídas da informação apurada em 18 estações de monitorização meteorológica

Bastaram dez horas para que só pudesse conduzir na Radial de Benfica de barco, para que patos substituíssem atletas no Estádio Nacional do Jamor e para que só fosse possível atravessar os túneis do Campo Grande de canoa. Agora surgem novos dados sobre essas dez horas: segundo a Câmara  de Lisboa, entre a 20:00 e 00:00 de 7 de dezembro e as 00:00 e 06:00 de dia 13 do mesmo mês choveu 15% da precipitação registada na área metropolitana de Lisboa em 2022. 

A precipitação média acumulada em dezembro correspondeu a 42% do total de 2022. Ainda assim, o ano fica abaixo da média de precipitação acumulada dos últimos 30 anos: “Ao compararmos os dados da precipitação acumulada média anual para 2022 das 18 estações meteorológicas do projeto CLIMA.AML com a média de 30 anos, para a área metropolitana de Lisboa (segundo dados do Portal do Clima) o ano de 2022 teve menos 18% de precipitação do que a média de 30 anos (1971-2000)”, refere a autarquia. Refira-se ainda quem não houve qualquer precipitação em toda a área metropolitana de Lisboa em 265 dos 365 dias de 2022. 

A Câmara de Lisboa explica que estas estatísticas foram deduzidas através da “recolha e tratamento de dados apurados em 2022 pelas 18 estações de monitorização meteorológica em contexto urbano da AML” e que a comparação com dados de anos anteriores do IPMA permitiu traçar o retrato climático de 2022 na área metropolitana de Lisboa.

Outra das imagens que ficaram destas devastadoras 10 horas foi a nova lagoa da capital que se formou em Frielas e que a agora também parece coincidir com os dados. Isto porque Odivelas foi o município com maior precipitação média anual acumulada - 900 mm -, enquanto a totalidade da área metropolitana de Lisboa não foi além dos 681,69. Neste instante, deve estar a perguntar-se como choveu mais em Odivelas do que no resto de toda a área metropolitana? Em resposta à CNN Portugal, a Câmara de Lisboa explica que este cenário prende-se com o facto de este ser um indicador em termos médios, que no caso de Odivelas tem por base apenas os dados de uma estação meteorológica - a que registou maior volume de água -, ao passo que no caso da área metropolitana de Lisboa os dados são extraídos de 18 estações meteorológicas, algumas com índices muito mais baixos, como acontece nas que se situam na margem sul do Tejo, com exceção da estação do Seixal.

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