Atualmente no Inter Miami, o argentino relembrou a vida que viveu no clube espanhol
Lionel Messi e Barcelona são dois temas que irão ficar interligados para sempre na história do futebol. Em entrevista ao jornal SPORT, o astro argentino voltou a falar da saída «estranha» do clube catalão, das saudades que tem da cidade espanhola e do momento favorito com a camisola do clube centenário:
O carinho dos adeptos do Barcelona
«É incrível. Enche-me sempre de nostalgia e emoção. Sinto muita falta daqueles momentos e talvez aprecie mais agora do que quando tudo aconteceu. Na altura, devido à rotina diária, jogo atrás de jogo, nem podíamos aproveitar o que estávamos a fazer. Hoje, vendo tudo à distância, com mais calma, é muito melhor. Quando saí, fiquei com uma sensação estranha, porque acabei a jogar sem adeptos, devido à pandemia. Não saí da maneira que sonhei. Vir para Miami após saira do Barcelona sempre foi o meu plano, mas não foi possível. A própria despedida também foi estranha, por causa da pandemia.»
O momento favorito no Barcelona
«É difícil escolher apenas um. Graças a Deus, tive a sorte de vivenciar tantos momentos. Não sei, geralmente quando falamos de felicidade, pensamos em títulos, conquistas e coisas importantes que realizámos. Mas o primeiro sexteto com o Guardiola foi extraordinário. A última Liga dos Campeões com Luis Enrique também».
A mudança para Paris após Barcelona
«Parece que Paris foi um pesadelo, mas não foi. Quando digo que não me diverti, é porque não estava feliz com o que amo fazer: jogar futebol, a rotina diária, os treinos e os jogos. Simplesmente não me sentia bem. Mas tivemos uma experiência ótima em família. A cidade é espetacular e adorámos. Mas foi a primeira vez que saímos de Barcelona e era tudo novo para nós, o que tornou as coisas mais difíceis.»
Miami muito melhor
«Aqui, sim, estamos bem, estamos a aproveitar a cidade e a nossa vida quotidiana. É uma vida muito parecida com a que eu tinha em Castelldefels, a família e as crianças podem vir aos treinos, aos jogos, podemos passar muito mais tempo em casa, chegar e não pensar tanto em futebol. É mais tranquilo, sem tanta pressão e sem a obrigação de vencer, embora eu queria sempre fazê-lo. Mas a pressão é diferente e isso torna tudo mais relaxado, faz com que a vida seja diferente. Antes, os resultados e a rotina afetavam-me e chegava a casa de mau humor. Agora estamos bem em Miami.»
