Deslizamento de terras em Valença limita velocidade do comboio na Linha do Minho

Agência Lusa , AM
23 out, 12:57
Comboios

Velocidade de circulação do comboio foi limitada como medida preventiva "a 10 quilómetros por hora” no troço de acesso à ponte centenária que liga a cidade de Valença, no distrito de Viana do Castelo a Tui, na Galiza

Um deslizamento de terras em Valença obrigou este domingo a Infraestruturas de Portugal (IP) a limitar a velocidade da circulação ferroviária na Linha do Minho num troço a cerca de 300 metros da ponte internacional de ligação à Galiza. 

Contactada pela agência Lusa, fonte da IP adiantou que como medida preventiva foi limitada a velocidade de circulação do comboio, a 10 quilómetros por hora” naquele troço de acesso à ponte centenária que liga a cidade de Valença, no distrito de Viana do Castelo a Tui, na Galiza.

A mesma fonte adiantou que os técnicos da IP “estão no local a acompanhar a situação e que serão tomadas outras medidas, caso venham a ser necessárias para garantir a circulação naquela ligação internacional”.

Também contactado pela agência Lusa, o presidente da Câmara de Valença, José Manuel Carpinteira, considerou que a linha férrea, naquele troço, “ficou fragilizada, considerando não existirem condições de segurança para a circulação do comboio”.

No entanto, o autarca sublinhou que é a IP que cabe decidir sobre a matéria.

O autarca adiantou que a autarquia já tem técnicos municipais no local a remover as terras que impedem a circulação viária na rua da Rainha, no lugar de Urgeira, bem como a resolver outras ocorrências, como inundações e queda de árvores que ocorreram durante a noite, devido à chuva e vento intensos que se fizeram sentir.

Nenhuma das ocorrências, referiu, José Manuel Carpinteira, causou vítimas.

Segundo o presidente da Junta da União das Freguesias de Valença, Cristelo Côvo e Arão, Diogo Mota o deslizamento de terras ocorreu durante a madrugada, e obstruiu por completo a rua da Rainha, no lugar de Urgeira, sem causar vítimas.

O autarca adiantou que o deslizamento ocorreu na freguesia de Valença, e adiantou que a Junta de Freguesia está no local a colaborar nos trabalhos de remoção da terra que se abateu sobre aquela via.

Mais de 600 ocorrências registadas desde sábado

O mau tempo levou ao registo de 627 ocorrências no território continental pela Proteção Civil, na maioria inundações e quedas de árvores, entre as 00:00 de sábado e as 12:00 deste domingo, com Lisboa a ser o distrito mais atingido.

Fonte da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) disse à Lusa que neste período foram registadas no distrito de Lisboa “20% [das ocorrências], 12% no Porto e 9% em Viana do Castelo e Coimbra”.

Nas operações estiveram envolvidos 1.972 operacionais, apoiados por 786 meios, de acordo com a mesma fonte.

No acumulado das ocorrências, a Proteção Civil referiu que “36% dizem respeito a inundações, 35% a quedas de árvores e 17% a limpezas de via”.

Portugal está desde a madrugada de sábado a ser afetado por uma depressão denominada Beatrice, que deverá permanecer no território até ao final de hoje com chuva, trovoada e vento forte, segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

“Os efeitos desta depressão estão a ser sentidos em Portugal continental desde a madrugada de hoje dia 22, persistindo pelo menos até ao final do dia 23. Na circulação desta depressão é transportada uma massa de ar tropical, com elevado conteúdo de humidade”, explicou o IPMA em comunicado, no sábado, referindo que o nome Beatrice foi atribuído pela Agência Estatal de Meteorologia de Espanha (AEMET).

Por causa do mau tempo, a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) alertou na sexta-feira a população para “situações meteorológicas adversas” nos próximos dias, com aguaceiros fortes, que poderão provocar cheias, vento moderado a forte e agitação marítima.

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