EUA acusam Rússia de impedir o Conselho de Segurança da ONU de combater as alterações climáticas

Agência Lusa , DCT
13 dez 2021, 21:24
Linda Thomas-Greenfield
Linda Thomas-Greenfield

Na quinta-feira, durante a discussão do documento, o embaixador russo na ONU, Vassily Nebenzia, tinha rejeitado qualquer abordagem transversal do Conselho de Segurança a esta temática, e repetiu segunda-feira que a resolução era “inaceitável”

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Os EUA acusaram esta segunda-feira a Federação Russa de impedir a mais importante instância internacional para a manutenção da paz e a segurança de avançar no combate às alterações climáticas.

As acusações, constantes de comunicado divulgado pela embaixadora norte-americana na Organização das Nações Unidas, Linda Thomas-Greenfield, foram feitas depois de os russos terem vetado uma resolução do Conselho de Segurança sobre as relações entre alterações climáticas e conflitos.

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A crise climática é uma crise de segurança – uma das mais urgentes do nosso tempo. É uma ameaça para todas as pessoas, em todos países, em todos os continentes. Razão pela qual combater a crise climática é uma das principais prioridades para o nosso governo. Como disse o secretário-geral (da ONU), António Guterres: ‘Ou a paramos, ou ela para-nos”, disse a diplomata norte-americana.

Na quinta-feira, durante a discussão do documento, o embaixador russo na ONU, Vassily Nebenzia, tinha rejeitado qualquer abordagem transversal do Conselho de Segurança a esta temática, e repetiu segunda-feira que a resolução era “inaceitável”.

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“Para nós, o elo entre terrorismo e alterações climáticas está longe de ser evidente”, insistiu.

Para Nebenzia, a recusa da resolução também permite evitar “a confusão e a duplicação” com outros fóruns sobre o aquecimento global.

Thomas-Greenfield rejeitou que a resolução, agora vetada, minasse o Acordo de Paris ou a Convenção-Quadro da ONU sobre as Alterações Climáticas.

E contrapôs que “apenas o Conselho de Segurança pode garantir que os impactos das alterações climáticas são integrados no trabalho crítico de prevenção e mitigação de conflitos, construção e manutenção de paz, redução de desastres e resposta humanitária”.

Na sua opinião, acrescentou, “dada a dimensão do desafio, esta resolução era o mínimo que podíamos fazer”.

A embaixadora terminou o seu comunicado com um tom otimista, ao realçar que “a clara maioria dos Estados-membros da ONU apoia a ação do Conselho de Segurança neste assunto”.

O texto contou com o voto favorável de 12 dos 15 membros do Conselho de Segurança. Votaram contra a Federação Russa e a Índia; a China absteve-se.

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O projeto de resolução foi redigido pelo Níger e pela Irlanda e copatrocinado por 113 dos 193 membros da Assembleia Geral da ONU.

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