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V. Guimarães-Benfica, 0-3 (crónica)

Bruno José Ferreira , Estádio D. Afonso Henriques
1 nov 2025, 22:31
Liga: V. Guimarães-Benfica (HUGO DELGADO/LUSA)

Águia sobrevoa o castelo com segunda parte de luxo

Com uma segunda parte de luxo, em que manietou por completo o Vitória, o Benfica sai de Guimarães com os três pontos (0-3), somando o terceiro triunfo consecutivo. Em nove minutos os encarnados apontaram dois golos no D. Afonso Henriques no reatar do encontro, por Tomás Araújo e Samuel Dahl, camuflando uma primeira metade mais sensaborona e em que não conseguiu criar perigo. João Rego fechou a contagem.

A transfiguração do Benfica, da primeira para a segunda parte, tem um rosto: Leandro Barreiro. Com o dedo de José Mourinho, que ajustou a equipa ao intervalo, o médio foi lançado no jogo e os encarnados foram outra equipa. Nessa fase, o Benfica dominou em todos os aspetos do jogo – beneficiando também da expulsão de Blanco ao minuto 56 – para vencer de forma justa e tranquila

De volta à fórmula do campeonato, o técnico encarnado apostou exatamente no mesmo onze que venceu o Arouca na Liga, operando cinco alterações comparativamente com o duelo da Taça da Liga com o Tondela. Sem jogar para a Taça da Liga, Luís Pinto – de volta ao banco de suplentes – alterou três peças em relação à derrota em Famalicão. Sem um ponta de lança de raiz, foi Camara o homem mais adiantado.

Muito fumo, mas pouca chama

À flor do relvado do D. Afonso Henriques, Vitória e Benfica protagonizaram um arranque de jogo prometedor, a fazer faísca, mas a temperatura rapidamente foi esmorecendo, sobrando muito fumo – extensível às bancadas com as tochas de parte a parte –, mas sem chamas reais e sem oportunidades de perigo verdadeiramente efetivas.

O Benfica teve mais bola, de forma natural. Os encarnados fizeram por assumir as despesas de jogo, numa postura consentida pela equipa da casa. Mas, a realidade é que essa posse ocorreu em terrenos pouco adiantados, sendo notória a dificuldade em subir no terreno com condições para ferir o Vitória, que fez por estar organizado e compacto defensivamente.

Feita a súmula a uma primeira parte morna, em contragolpe e com jogadas menos laboradas o conjunto de Luís Pinto até foi equilibrando a contenda no que a lances de finalização diz respeito, testando por várias vezes a atenção de Trubin na baliza do Benfica.

Transfiguração a partir do banco

Até que ao intervalo o jogo ganhou a tal nova face, à boleia das mexidas no Benfica, essencialmente a entrada de Barreiro. Domínio completo e avassalador das águias, encostando o Vitória às cordas. Cheirou a golo por duas ocasiões em poucos minutos no reatar do encontro, efetivando-se a supremacia em apenas nove minutos num lance de bola parada.

Pontapé de canto de Lukebakio, na área Tomás Araújo saltou mais alto para desviar de cabeça sem oposição, lançando o triunfo. Manietado, o Vitória foi completamente apanhado desprevenido e pior ficou logo após sofrer o golo, quando Fabio Blanco foi expulso com vermelho direto após entrada sobre Leandro Barreiro. O Vitória não se encontrou e acabou por ser um alvo fácil.

Em apenas nove minutos o Benfica fez o segundo, por Samuel Dahl, num remate violento a partir da esquerda. Resultado feito, gestão do jogo e três pontos amealhados na aproximação aos rivais. Já na reta final houve ainda tempo para João Rego se estrear a marcar na equipa principal encarnada.

Triunfo por três bolas a zero numa segunda parte personalizada do Benfica, que construiu uma margem segura, não permitindo que o Vitória entrasse no jogo. 

 

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