V. Guimarães-Benfica, 0-0 (crónica)

Vítor Maia , D. Afonso Henriques, Guimarães
1 out, 22:28

Líder empatado no Castelo

Quem trava este Benfica? O Vitória.

Depois de 13 vitórias seguidas, o líder do campeonato não conseguiu conquistar o Castelo vimaranense e empatou pela primeira vez em 2022/23. Mais, o Benfica ficou com apenas três pontos de vantagem para FC Porto e Sp. Braga, clubes que dividem o segundo posto.     

Apesar de vencer consecutivamente em Guimarães desde 2015 para a Liga, este é um campo hostil, tradicionalmente difícil. Há duas formas de conquistar o Castelo: através de uma demonstração inequívoca de qualidade ou ser mais forte e ter mais vontade que a formação da casa.

Ora, o Benfica não fez uma coisa nem outra e, portanto, ficou empatado no Castelo.

Roger Schmidt apresentou a equipa de gala com Bah a ocupar o lugar de Gilberto na direita. Esta era, diga-se, a única dúvida no onze do alemão. Apesar de ter optado por manter as rotinas da equipa, os encarnados passaram um mau bocado até aos 25/30 minutos.

Por sua vez, o Vitória voltou a jogar em 3-4-3 e usou e abusou das transições para ferir a águia. Depois de Jota Silva ter dado o mote, os vitorianos ameaçaram a baliza de Vlachodimos em mais duas ocasiões, mas Nélson da Luz errou o alvo por centímetros e Bah cortou o desvio de Mikel. Mais tarde, Jota testou a atenção do internacional grego.

O Benfica tinha bola, circulava, mas não conseguia furar a resistência contrária. Não havia espaço para entrar em combinações pelo corredor central nem sequer para explorar a profundidade. O facto de ter bola em ataque organizado permitiu, pelo menos, impedir as transições perigosas do Vitória.

Na única situação em que o Vitória subiu as suas linhas foi apanhado de surpresa: António Silva picou para Rafa e este driblou Varela, mas não rematou e acabou por transformar uma excelente oportunidade numa jogada inconsequente. Os encarnados acabaram, de resto, a primeira metade sem um remate enquadrado com a baliza minhota.

Nenhum dos treinadores mexeu ao intervalo. No caso de Schmidt nem foi preciso, visto que o Benfica entrou melhor: mais agressivo, a ganhar mais duelos e a circular a bola de forma mais rápida. Em cinco minutos, as águias fizeram mais remates à baliza do que em toda a primeira parte. No entanto, Varela mostrou-se seguro perante a tentativa de Grimaldo.

O bom período do líder da Liga durou até à passagem da hora de jogo. Roger Schmidt sentiu a equipa a quebrar e trocou Florentino, Neres (apagadíssimo) e Gonçalo Ramos por Aursnes, Draxler e Musa enquanto Moreno lançou Safira e Lameiras para os lugares de Anderson e de Jota.

Foram precisamente os dois recém-entrados na equipa do Vitória que desenharam um lance que acabou com Rui Costa a apitar penálti por falta de Vlachodimos sobre o ex-BSAD. No entanto, após rever o lance no monitor, o árbitro entendeu que houve simulação de Safira – dez minutos antes os vitorianos tinham pedido grande penalidade num lance entre André André e Florentino.

Embora o Benfica tenha tentado de todas as maneiras encontrar o caminho para o fundo da baliza de Varela – Brooks entrou para jogar ao lado de Musa - não conseguiu e acabou encurralado e empatado no Castelo.

 

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