Luís Pinto: «Jogámos o que o jogo pediu e fomos competentes»

Bruno José Ferreira , Estádio dos Arcos, Vila do Conde
13 dez 2025, 20:41
Rio Ave-V. Guimarães (FOTO: Manuel Fernando Araújo/LUSA)

Treinador do Vitória destaca o crescimento dos jovens jogadores da equipa

Luís Pinto, técnico do Vitória de Guimarães, em declarações na sala de imprensa do Estádio dos Arcos. O treinador considera que a chegada à vantagem foi natural, reconhecendo que a equipa ficou limitada fisicamente.

Análise ao jogo

«Foi uma segunda parte difícil, não concordo que nos tenhamos colocado a jeito. O Rio Ave ficou com uma linha de cinco e três jogadores à frente, mantendo os homens mais perigosos em campo. É sempre difícil ultrapassar uma linha defensiva com tanta gente, nas vezes que conseguimos fazer isso não finalizámos da melhor forma. Nos últimos instantes o Rio Ave pressionou alto, aproveitou a nossa maior incapacidade física. Se tivéssemos feito um golo seria melhor, jogámos o que o jogo pediu e sinto que fomos competentes».

Cansaço físico

«Deve-se a um número de jogos elevadíssimos nos últimos tempos, é assim que queremos. Tanto este adversário como o último tinham feito um jogo num mês. A diferença está aí, mas queremos estes problemas, é sinal que estamos nas competições».

Interventivo no banco

«Não está relacionado com ter receio, ou não. Queria ajudar a passar energia e feedback positivo para ajudar os jogadores. Estar interventivo faz parte da minha forma de ser, não tem a ver com desgostar ou não».

Mais difícil chegar à vantagem ou segurar, mesmo com mais um

«Diria que chegar à vantagem foi natural, estávamos bem no jogo, com mais capacidade para atacar e ter bola. Para segurar a vantagem respeitamos o Rio Ave, nos últimos dez minutos tivemos de defender um pouco mais baixo e alguns jogadores, como disse, ficaram mais cansados, como o Nogueira, que vem de lesão e teve de jogar o jogo todo fruto das alterações que foram sendo feitas»

Saviolo

«A evolução é natural. É um jogador jovem, mostra qualidades que no futebol moderno são muito importantes e difíceis. É rápido e forte no um para um. A evolução dele é o processo natural que tem de existir. É um trabalho conjunto de todos, de acreditar e apostar nele. Estávamos todos a perspetivar isto no início da época. Ficamos satisfeitos por estar com consistência a fazer bons jogos, o que queremos é que se mantenha». 


Camara

«Vejo a evolução como o Noah e como todos os outros meninos da equipa. É necessário acreditar neles, eles sentirem que acreditamos neles e não é por necessidade. Os nossos jogadores têm tido capacidade de trabalhar diariamente e perceber a realidade em que estão inseridos, já percebe português e diz algumas palavras. O mérito é inteiramente deles e de quem acreditou em ir para a frente neste projeto com estes jogadores. O nosso trabalho, da equipa técnica, é tirar o maior rendimento deles».

 

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