Cambalhota em quatro minutos no berço
O Vitória voltou aos triunfos na receção ao Estrela da Amadora (2-1), conquistando os três pontos naquela que tem sido uma das facetas da equipa: de cambalhota. O conjunto da Amadora esteve quase uma hora na frente, mas em quatro minutos os vimaranenses deram a volta ao jogo.
Dois estreantes a marcar, Thiago Balieiero e Diogo Sousa, fizeram a diferença no Estádio D. Afonso Henriques. Após perder em Arouca, num jogo em que entrou bem e esteve por cima, mas acabou por perder, a equipa de Luís Pinto voltou a mostrar que precisa de ser espicaçada para ter produtividade no resultado.
O jogo até nem começou com romantismos para o Vitória, que logo aos quatro minutos, após um mau atraso de Camara, viu a equipa da Amadora ter uma oportunidade soberana para marcar. Valeu Charles a segurar o Vitória logo no início do jogo. A igualdade, contudo, não durou muito tempo.
Com Abascal fora do terreno de jogo, a ser assistido, o Estrela chegou ao golo ao minuto dez. Passe açucarado de Marcus para as costas da última linha da defesa, Paulo Moreia aparece com espaço a encher o pé, disferindo um forte remate para o fundo das redes.
AO MINUTO: as incidências do jogo
Com o Estrela na frente o jogo ganhou praticamente sentido único. O Vitória assumiu as rédeas, mas ia cometendo vários erros, sendo que a posse de bola praticamente não resultava em lances de perigo. As principais chances até resultaram de erros do Estrela no setor mais recuado, mas que os pupilos de Luís Pinto não conseguiram aproveitar.
Gustavo Silva, uma das novidades no onze – a outra foi Balieiro no eixo da defesa – esteve muito perdulário e desperdiçou três lances claros de golo. Entre o desacerto vimaranense, o Estrela até saiu para os balneários com as mãos na cabeça, quando Paulo Moreira atirou ao ferro no derradeiro lance da primeira metade.
O assédio vimaranense intensificou-se, Luís Pinto acrescentou Nelson Oliveira e Arcanjo ao jogo no intervalo e a equipa da Amadora acabou por sucumbir. Renan Ribeiro ainda segurou o conjunto de João Nuno. Com duas defesas milagrosas, o guarda-redes evitou o que viria a ser inevitável. A cambalhota surgiu em quatro minutos.
Balieiro igualou aos 64 minutos num lance em que o central foi oportuno a aproveitar a indefinição na área do conjunto da Reboleira. João Mendes está na génese da jogada a colocar na área, ele que apenas quatro minutos depois fez o cruzamento rasteiro para Diogo Sousa finalizar de primeira no interior da área.
Não conseguiu reagir a equipa de João Nuno, voltando a perder. Regresso aos triunfos do Vitória, numa maré de intermitência da equipa de Luís Pinto.
A FIGURA: Diogo Sousa
Foi o motor do Vitória de Guimarães. Até nem entrou propriamente bem no jogo, tal como a equipa, a perder algumas bolas. Mas, reagiu e rubricou uma exibição de trabalho. Equilibrou defensivamente a equipa, ao lado de Beni, e foi o primeiro a lançar o ataque. O jovem de apenas 20 anos marcou o golo decisivo, sendo preponderante para a conquista dos três pontos.
O MOMENTO: segundo golo do Vitória (68’)
Instalado no ataque após fazer o empate, perseguindo o segundo golo, o Vitória voltou a abanar as redes. João Mendes novamente no ataque, a subir bem pelo corredor esquerdo, ganhou espaço para colocar na área com as medidas certas para Diogo Sousa corresponder com um remate certeiro de primeira. Reviravolta operada pelo jovem médio.