Vimaranenses e «Tricolor» lamentam a posição de seis emblemas da Liga e garantem ajudar os clubes da II Liga. O presidente da SAD da União de Leiria aponta a «quebra total no eco solidário»
Depois de a Liga voltar a chumbar a revalidação do mecanismo de solidariedade da UEFA, o Vitória de Guimarães e o Estrela da Amadora revelaram disponibilidade para distribuir a sua quota-parte pelos clubes da II Liga – ou seja, cerca de 500 mil euros. Aos jornalistas, o diretor-geral da SAD vimaranense lamentou a posição de seis emblemas da Liga.
«O Vitória lamenta a decisão que foi tomada por alguns clubes. Numa altura em que o país está a sofrer com um conjunto de catástrofes naturais, todo o futebol nacional acaba por estar condicionado desde a sua base. Numa altura em que se discute a centralização e novos formatos competitivos, esperamos que o futebol se una», referiu Pedro Coelho Lima.
Por sua vez, o presidente da SAD do Estrela da Amadora recorreu ao termo «triste» para descrever esta sexta-feira.
«Hoje é um dia bastante triste para o futebol português, porque tínhamos uma situação aprovada anteriormente e hoje, infelizmente, seis dos nossos colegas mudaram de opinião, sem que nada fizesse prever que isso pudesse acontecer. O nosso futebol sempre foi solidário, mas esse ciclo acabou. Há clubes que falam de barriga cheia», atirou Paulo Lopo.
Ora, numa fase em que a União de Leiria contabiliza os prejuízos causados pelo mau tempo, o presidente da SAD deste emblema lamentou o chumbo.
«O que aconteceu é indescritível. Eu terminei a minha intervenção com a palavra vergonha e é efetivamente aquilo que sinto. É uma quebra total no eco solidário com o que o país enfrenta. Quem votou contra, votou contra só porque sim. Estes argumentos são completamente contrários à génese deste mecanismo», argumentou Nélio Lucas.