Vasco Seabra: «Manutenção garantida, mas há um sentimento de frustração»

Simão Duarte , Estádio Municipal de Arouca
2 mai, 18:43
Arouca-Santa Clara (FOTO: PAULO NOVAIS/LUSA)
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Técnico do Arouca apontou o dedo à equipa de arbitragem

Declarações de Vasco Seabra, treinador do Arouca, na sala de imprensa do Estádio Municipal de Arouca, após o empate (2-2) com o Santa Clara, na 32.ª jornada da Liga:

A conquista da manutenção e uma análise ao encontro

«Nós nunca nos guiámos pela manutenção, foi por querermos conquistar melhor que o ano anterior. A manutenção fica matematicamente garantida, mas há um sentimento de frustração na equipa, porque tivemos que correr muito, lutar muito. Tivemos alguns momentos de bastante qualidade.»

«Tivemos uma expulsão absurda. Tivemos que jogar muito tempo com menos um jogador, injustamente. São muitas incidências e essas incidências fazem com que a equipa… Nós tínhamos uma ambição muito grande de querer terminar o campeonato com três vitórias. Hoje não conseguimos, lutamos muito. Tivemos pela frente uma equipa difícil de bater, e eu creio que nós só conseguimos fazer o que fizemos pela nossa resiliência, pela capacidade de sofrimento da equipa. Porque ficar com menos um, ainda assim ter momentos de posse, momentos de chegada através de construção, contra uma equipa que obviamente estava a dar tudo para também garantir pontos e conseguir sair de uma zona mais difícil.»

«Só tenho que estar orgulhoso dos meus jogadores, mas triste e chateado por situações que não fazem sentido. Toda a gente viu a olho nu. Portanto, era uma situação muito simples de analisar. Felizmente, na próxima época, creio que isso já será alterado, este tipo de decisão. Infelizmente, não foi. Temos que seguir com esse amargo de boca.  Mas, essencialmente, é ambição para os próximos dois jogos. Queremos acabar bem. Queremos acabar com vitórias. E, portanto, temos que seguir neste caminho.»

A expulsão, perto do intervalo

«Acho que é fácil demais expulsar treinadores, jogadores. Isto, qualquer dia, as pessoas não podem falar sequer. Quer dizer, eu falei a pedir um cartão, o Petit falou para mim, eu respondi. Não foi nada de extraordinário, chegamos ao túnel, reconhecemos, demos um abraço.»

«Acho que há uma necessidade tal de controlar tudo, de não se deixar o jogo andar. Marca-se faltinha, faltinha, que é para o jogo não andar, que assim tenho o jogo controlado.»

«E eu acho que a arbitragem portuguesa tem crescido tanto. Eu acho que nós temos tão bons árbitros que acho que este tipo de arbitragem é aquele tipo de arbitragem que tem que levar outro rumo. E acho que a nossa arbitragem está no sentido certo.»

«Hoje fica essa frustração. Como sabem, eu não gosto muito de falar de arbitragem. Hoje acho que foi, num jogo que me parecia fácil de dirigir, foi complicado desnecessariamente.»

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