Vasco Seabra, treinador do Arouca, deu os parabéns aos jogadores e deu novidades da lesão de Henrique Araújo
Declarações de Vasco Seabra, técnico do Arouca, na sala de imprensa, após a vitória (1-0) frente ao Santa Clara, na 14.ª jornada da Liga:
[Análise ao encontro, com elogios à estrutura e staff] «Antes de mais, foi uma vitória importante contra um adversário muito bom e dar os parabéns ao Vasco Matos, porque está a fazer um trabalho fantástico e que engrandece ainda mais o que produzimos em jogo.»
«Uma vitória dos jogadores, da nossa estrutura, de toda a gente que nos ajuda, desde o presidente às pessoas que trabalham no clube. Tenho que falar forçosamente disto, mas nós chegamos aqui todos os dias e tivemos um ciclo menos positivo, relativamente aos resultados, mas sentimos sempre uma energia muito positiva de toda a gente que trabalha cá. As pessoas da limpeza, do pequeno-almoço, o André aqui na comunicação, departamento médico. Todos com uma confiança muito grande que permitiu que os jogadores tivessem esta atitude e mantenham esta atitude, esta postura.»
[Análise à estratégia] «Em termos de estratégia, aquilo que nós procurámos para o jogo era saber que o Santa Clara nos ia bater de forma pressionante, se nós construíssemos a três mais direto. Isso iria levar-nos para um duelo individual constante e nós procuramos criar soluções mais de dentro-fora ou às vezes de fora-dentro, sabendo que tínhamos que tentar fazer com que a linha de cinco (defesa) se mexesse. Poder desmontar essa linha para depois entrar em espaços mais em largura ou abrir espaços na profundidade, para que a equipa tivesse jogo de corredor e de profundidade. O objetivo era que não ficássemos só no corredor, mas pudéssemos, ao ir ao corredor, provocar movimentos à profundidade.»
«Sabíamos que tínhamos jogadores que fazem cada vez mais esses movimentos com qualidade e isso iria empurrar mais o Santa Clara para trás. Depois a nossa preparação da perda foi mais alta para conseguirmos recuperar mais bolas quando a perdêssemos. Essencialmente até ao golo, penso que a equipa conseguiu cumprir isso com muita efetividade, nós ganhámos quase sempre a primeira e segunda bolas quando elas eram perdidas. Isso levou-nos também para essa dimensão de jogo físico e intenso, mas ao mesmo tempo de qualidade e de risco. Por isso é que estes jogadores mereceram tanto a vitória, porque não é fácil estar em último lugar, mas a equipa manteve uma estabilidade grande em jogo. Penso que ao intervalo o resultado era injusto, porque penso que deveríamos estar a vencer por dois golos de diferença. Os últimos 10/15 minutos são naturais de alguém que está ansioso por vencer. Acabamos por vir um pouco para trás, não permitimos oportunidades de golo ao adversário. Viemos mais para trás do que aquilo que eventualmente necessitávamos, porque acho que poderíamos manter o nosso padrão, mas emocionalmente queríamos muito guardar a vitória.»
[Sentimento que fica para daqui em diante] «É um bocadinho isso, nós podermos olhar-nos ao espelho e sentirmos a confiança que nós vemos todos os dias, ser representada depois em jogo contra um adversário como o Santa Clara, ou seja, sentirmos que podemos competir. Aquilo que andamos a dizer, a equipa dimensionar-se, crescer, aumentar os seus níveis de intensidade, de ritmo, correr mais metros, capacidade para ganhar duelos para depois ter respiração e oxigénio para poder meter a bola no chão e jogar.»
«Este processo teve altos e baixos, mas sempre com um foco claro. Isso ser produzido depois com uma vitória contra um adversário desta valia tem de nos dar esta dimensão de confiança e ao mesmo tempo de responsabilidade, saber que na sexta-feira temos de aumentar um pouco o nosso nível que fizemos hoje e a nossa exigência sobre nós mesmos. Conquistámos três pontos, saímos da última posição, que é uma posição muito incómoda, mas temos de olhar para a frente, porque cada jogo que vamos disputar são três pontos que estão em disputa e não podemos esperar pelo que vem a seguir.»
[Lesão de Henrique Araújo] «Ainda não falei com o departamento médico para saber. Ele sentia uma dor muito forte nas costelas, por isso, penso que terá sido uma pancada mais violenta. Espero que não seja nada impeditivo para a frente, até porque ele estava a fazer um jogo muitíssimo bom.»
