Candidatos colados a cinco jornadas do fim: Bruno Lage já passou por isso

16 abr 2025, 09:53
Sporting-Benfica (Paulo Novais/Lusa)

Em 26 edições em que o campeonato contou com 18 clubes, só aconteceu uma vez, em 2018/19

Sporting e Benfica voltam a estar colados no topo da classificação da Liga quando faltam apenas cinco jornadas para o final do campeonato, um cenário que só aconteceu uma vez entre as 26 edições em que o título foi discutido entre dezoito clubes.

Aconteceu na temporada de 2018/19, em Benfica e FC Porto dividiam o primeiro lugar, a cinco jornadas do fim, numa temporada em que, curiosamente, Bruno Lage também tinha chegado com a temporada a decorrer.

Liga: o que falta jogar a Sporting, Benfica, FC Porto e Sp. Braga

Nos restantes 25 campeonatos com 18 concorrentes (1989/90, 1991/92 a 2005/06 e desde 2014/15), não se registou mais qualquer igualdade pontual entre os dois primeiros após 29 jornadas e só se verificaram duas trocas de liderança.

Em 1992/93 e 2017/18, o Benfica entrou para as últimas cinco rondas à frente do FC Porto, mais precisamente um ponto acima (na primeira ocasião os triunfos ainda só valiam dois pontos), mas os dragões acabaram campeões.

Mas, em matéria de igualdade pontual, volvidas 29 rondas, esta época só tem paralelo, em campeonatos a 34 jornadas, com a de há seis anos, a tal de 2018/19.

Nesse campeonato, os encarnados somavam os mesmos 72 pontos dos ‘dragões’ e eram primeiros, pela vantagem no confronto direto (1-0 em casa e 2-1 fora), e agora contam os mesmos 69 dos leões, mas são segundos, face à diferença de golos [o confronto direto só é aplicado no final da época].

Assim, e apesar do empate pontual, o FC Porto, já com os dois jogos realizados e perdidos face ao Benfica, não dependia de si próprio na segunda época sob o comando de Sérgio Conceição, pois nunca seria campeão se o Benfica vencesse os seus últimos cinco embates, cenário que acabou por se verificar.

Desta vez, porque recebe o Sporting na penúltima jornada, o Benfica, mesmo sendo segundo, só depende do que fizer, pelo que as mesmas cinco vitórias valem o título – se uma for com os leões, até chegam quatro, mais um empate se o triunfo for tangencial e mais uma derrota vencendo por dois tentos.

Se Bruno Lage, que sucedeu a Roger Schmidt após a quarta jornada, volta a ter o destino nas mãos, o Sporting, comandado por Rui Borges - sucessor de João Pereira, que havia substituído Ruben Amorim - depois da 15.ª, está ainda em melhor situação.

Face à vitória na primeira volta, precisamente na estreia de Rui Borges, o Sporting só precisa de empatar na Luz se vencer os restantes quatro jogos. Vencendo no reduto do eterno rival, até pode perder um dos outros jogos.

Se a situação de igualdade pontual se mantiver até ao dérbi da Luz, marcado para 10 de maio, as duas equipas poderão ser campeãs nesse encontro, o Benfica com um triunfo por dois golos de diferença e o Sporting vencendo por qualquer resultado.

À margem desse jogo, os leões têm um calendário teoricamente mais acessível, pois jogam em casa com Moreirense, Gil Vicente e Vitória de Guimarães e fora com o Boavista, enquanto o Benfica atua nos redutos de Vitória de Guimarães, Estoril e Sp. Braga, além de receber o AVS.

Em 2018/19, o Benfica chegou ao título com cinco triunfos nas últimas cinco rondas, em casa com Marítimo (6-0), Portimonense (5-1) e Santa Clara (4-1); e fora com Sp. Braga (4-1) e Rio Ave (3-2). Com Lage, ganhou 18 de 19 jogos nessa edição.

Bruno Lage tinha assumido a equipa no quarto lugar, a sete pontos do FC Porto, dois do Sporting e um do Sp. Braga, sendo que, na presente temporada, também arrancou em desvantagem, em sétimo, a cinco pontos dos leões.

Curiosamente, Rui Borges assumiu igualmente os leões no segundo posto, um ponto atrás do Benfica, pelo que soma, desde então, mais um ponto do que os encarnados.

Na próxima jornada, a 30.ª, os leões recebem o Moreirense, na sexta-feira (20h30), enquanto os encarnados jogam no reduto do Vitória, no sábado (20h30).

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