Desconfianças à parte, lá houve goleada em Alvalade
Desconfiança é mesmo o termo que melhor assenta, face ao que se viveu durante a primeira parte deste jogo. Não dentro de campo, porque aí os leões entraram bem e conseguiram construir uma vantagem de três golos antes do intervalo, mas acima de tudo nas bancadas. Na memória, certamente, estava o empate cedido frente ao Tondela no último fim de semana.
A segunda parte trouxe outro conforto ao jogo do Sporting, que ainda foi a tempo de o transformar em goleada. Suárez e Luis Guilherme deram a tranquilidade ao resultado, mas Debast ainda ofereceu o golo de «hora» ao adversário.
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Hjulmand fez o apelo nas redes sociais, os adeptos aderiram (não em larga escala) e Rui Borges promoveu o regresso à titularidade de Gonçalo Inácio. A entrada dos leões em campo foi semelhante ao entusiasmo de praticamente todo o estádio, algo apática.
Isso permitiu aos vimaranenses controlarem a posse de bola desde cedo, mas quando foi necessário colocar a bola no fundo da baliza, falou mais alto a qualidade coletiva da turma de Rui Borges. Um pontapé de livre estudado deixou o regressado central português com tudo para fazer o 1-0 e este não desperdiçou. Nota para a assistência de Suárez, após cruzamento de Pedro Gonçalves.
Seguiu-se um período de pouco aproveitamento futebolístico, se lhe pudermos assim chamar. Diversos passes mal medidos de parte a parte e um ambiente de algum nervosismo no ar, ainda com o «trauma» sentido há uma semana contra o Tondela, neste mesmo estádio.
Tal como aconteceu nesse jogo, o Sporting construiu uma vantagem de dois golos, desta feita ainda antes da meia hora de jogo. Morita lançou Daniel Bragança na profundidade e o médio dos leões «só» teve de picar a bola sobre Charles para assinar um golo de todo o tamanho. Não só levantou o estádio, como deixou uns quantos adeptos certamente de boca aberta.
Este momento do jogo serviu para refrescar um pouco os ânimos, sendo que os comandados de Gil Lameiras continuaram a mostrar personalidade no «Reino do Leão». Ora, tudo acabou por ficar mais fácil para o Sporting em cima do intervalo, quando Maxi Araújo recebeu um passe teleguiado de Debast e trocou as voltas a um adversário antes de fazer o 3-0.
O lance ainda esteve em análise por um potencial fora de jogo do uruguaio, mas a indicação do VAR confirmou a tranquilidade para Rui Borges e, sobretudo, para os adeptos. Ao intervalo, ambos os treinadores fizeram uma alteração e o jogo acabou por não se alterar muito do que tinha existido até então.
Um Sporting mais autoritário com bola, mas o V. Guimarães continuou a mostrar-se atrevido e quase reduzia a desvantagem, num lance concluído por Diogo Sousa. Faltou apenas mais pontaria ao remate de pé esquerdo. Como quem não marca, acaba por sofrer, uma das «leis» mais antigas do futebol foi aplicada pelo juiz mais conceituado do tribunal de Alvalade.
Pedro Gonçalves lançou a bola em profundidade para Luis Suárez e o colombiano fez o que melhor sabe. De pé direito não teve problemas para bater Charles e faturar pelo segundo jogo consecutivo. Melhor do que isto, só mesmo mais um golo para a «mão cheia». Suárez voltou a vestir a capa de herói, descobriu o mesmo espaço de Pote entre os centrais e viu Luis Guilherme concluir com sucesso o lance do 5-0.
No início do texto leu a palavra «desconfiança», recorda-se? Pois, essa mesma desconfiança, ainda que diminuta face ao resultado, fez com que Debast medisse mal um passe e isso resultasse em autogolo. Claro que este momento serviu apenas de consolo para os visitantes.
Certo é que esta goleada faz com que os leões igualem o Benfica em termos pontuais na tabela classificativa, ainda que o confronto direto seja benéfico para as águias, que se mantêm no segundo lugar... e em zona de Champions.
