Sporting-Rio Ave, 4-0 (destaques)
Aditivo Suárez melhorou desempenho leonino
A Figura: Luis Suárez
Depois da tão falada «gasolina super», vale a pena recuperar a metáfora proposta por Frederico Varandas. Apetece dizer que Suárez foi dos 0 aos 100 km/h com a rapidez, eficiência e suavidade de um veículo elétrico. Mas a verdade é que a exibição de Suárez só pode ser comparada a... um aditivo ao desempenho do Sporting. A sua insistência cansa qualquer defesa, mesmo uma tão alta e organizada como a do Rio Ave. É daqueles avançados 'chatos', que fazem corridas insistentemente e não dão qualquer bola por perdida. Obrigou Miszta a variadas defesas… e ainda acabou a anotar três golos e uma assistência. Há algo que é transversal aos seus três golos – o oportunismo brilhante. Há quem lhe chame ‘faro de golo’. Surgiu duas vezes ao segundo poste no canto e no outro tento encostou na recarga. A assistência para Maxi foi magistral.
O Momento: golo de Maxi, 53m
Tendo Luis Suárez marcado três golos, até parece ingrato escolher como momento alto o golo de outro interveniente. Mas não é bem assim – o colombiano participou de maneira decisiva no lance com um passe picado sobre a defensiva vilacondense. Maxi ultrapassou Miszta encostou em esforço e coroou um grande momento em Alvalade.
⚽ GOLO
— VSPORTS (@vsports_pt) December 28, 2025
Maxi Araújo 53'
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Outros Destaques:
Maxi Araújo: esteve em dúvida, segundo Rui Borges, porque estava «adoentado». A verdade é que voltou a ser titular como extremo esquerdo, agora que Catamo e Quenda são baixas certas. O uruguaio teve alguns movimentos interiores muito úteis, dada a agressividade com que atacava a grande área contrária. Obrigou Miszta a uma grande parada aos 12m e, já na segunda parte, coroou o esforço com um belo golo, como já referido.
Eduardo Quaresma: pode ter passado despercebido a muitos... mas o defesa português evitou males maiores várias vezes no jogo. Primeiro, corrigiu um erro de João Simões e travou Spikic, aos 30m. Depois, a abrir a segunda parte, lidou muito bem com uma bola a pingar no seu meio-campo quando era o último homem. André Luiz aproximava-se, mas Quaresma não tremeu. Imperial nos duelos com o brasileiro na segunda parte.
Andreas Ntoi: produto da formação do Olympiakos e internacional pela Grécia em duas ocasiões, chegou ao Rio Ave com créditos de defesa-central. Nesta temporada tem sido adaptado a médio e parece cada vez mais adaptado a esta função. Traz as rotinas defensivas a que estava habituado e é muito inteligente no posicionamento sem bola. Recebe, liberta logo a bola e a pressão do adversário. Um pêndulo.
Cesary Miszta: sofreu quatro golos? Sim. Mas podia ter sofrido muito mais, não fosse a sua sagacidade neste jogo. Teve oito defesas a remates dos leões, com destaque para uma parada após tentativa de Maxi Araújo, aos 12 minutos. Até mesmo no 4-0, o polaco defendeu bem um remate de Trincão, mas a defesa não acompanhou. Ingrato.
