Leões lideram vários dados estatísticos, mas águias mostram mais qualidade na definição
O mais recente dérbi de Alvalade confirmou várias realidades. Desde logo, a incapacidade de o Sporting vencer os principais rivais na Liga, mas também o seu ascendente em alguns dados estatísticos relevantes, como a posse de bola ou os remates. A vitória, porém, caiu para o lado do Benfica, por 2-1, e a explicação reside na qualidade naquilo que de bom fez.
Os dados estatísticos compilados pelo SofaScore, parceiro estatístico do Maisfutebol, mostram que o dérbi de Lisboa, da 30.ª jornada da Liga, não fugiu ao esperado em vários campos.
Os leões tiveram mais bola e remataram mais do que o Benfica, confirmando a superioridade que detêm sobre as águias, nestes domínios, nos dados globais do campeonato. O Sporting é mesmo a equipa com a melhor média de remates por jogo na Liga, tanto totais (17,8) como enquadrados (6,8).
Também isso ajuda a explicar que Trubin tenha feito mais defesas do que Rui Silva (cinco contra três) e as duas bolas nos ferros da baliza encarnada.
Só que quantidade nem sempre é sinónimo de qualidade, como o resultado da partida o demonstra. E isso também só foi possível porque o Benfica se esmerou na hora de definir os ataques.
Só isso explica que as águias tenham criado o triplo de ocasiões flagrantes para poderem marcar (três contra apenas uma dos leões), superando neste campo a equipa que mais grandes oportunidades criou em todo o campeonato (104 para o Sporting, 96 para o Benfica).
De resto, os encarnados lideram duas das estatísticas mais relevantes do dérbi: as já citadas ocasiões flagrantes e os golos esperados, que neste caso até condizem com o resultado.
É certo que o tento da vitória do Benfica surgiu já no tempo de compensação, na resposta a um golo anulado ao Sporting por fora de jogo, mas os números não mentem. E eles sobrepõem-se sempre às emoções. Depois do apito final, claro está.