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Sporting-Benfica, 1-2 (destaques dos leões)

Ricardo Gouveia , Estádio de Alvalade
19 abr, 20:28
Sporting-Benfica (Miguel A. Lopes/LUSA)

Morita comprometeu, mas redimiu-se

Figura do jogo: Morita dá com o braço e tira com a cabeça

O internacional japonês é uma das figuras deste dérbi e está, pelo menos, em dois momentos fulcrais deste jogo. Primeiro salta de costas de forma inadvertida na área do Sporting e, sem ver, corta uma bola com o braço, no lance que proporcionou o penálti ao Benfica. Uma falha com influência no resultado que terá deixado Morita abalado, mas a verdade é que o japonês não descansou enquanto não se redimiu. Já na segunda parte levantou o estádio com um remate em arco que passou a rasar o poste e depois seria mesmo ele a marcar o golo do empate, de cabeça, a cruzamento de Debast. Estava alcançada a redenção.

Momento do jogo: Luis Suárez desperdiça penálti

O Sporting entrou muito bem no jogo, assumindo desde logo as rédeas do jogo e teve uma oportunidade soberana para abrir o marcador nesse período quando Aursnes pisou Trincão na área, mas Luís Suárez, chamado a converter o castigo máximo, atirou de forma demasiado denunciada e permitiu a defesa de Trubin. Um desperdício que acabou por ganhar maior dimensão, uma vez que o Benfica marcou logo a seguir, também de penálti e Schjelderup não desperdiçou. Tudo teria sido diferente se o colombiano tivesse chegado aos 25 golos neste final de tarde.

Confira também os destaques das águias

Outros destaques:

Geny Catamo

Conseguiu recarregar a bateria que tinha gastado no jogo com o Arsenal, na quarta-feira, e entrou no jogo com a potência máxima. Entrou no dérbi a todo o gás e meteu, desde logo, o Benfica em sentido com dois remates logo a abrir o dérbi. No primeiro Trubin não segurou e a bola ainda foi à trave. Continuou sempre a carregar pela direita, carregado de confiança, arriscando muitas vezes no um-para-um com Samuel Dahl e ganhando muitos duelos ao lateral sueco. Faltou-lhe maior discernimento nos cruzamentos.

Luis Suárez

Com Pavlidis no banco, o avançado colombiano tinha uma oportunidade para distanciar-se no topo da lista dos melhores marcadores. Uma oportunidade reforçada com o penálti que beneficiou o Sporting logo a abrir o jogo, mas o colombiano rematou de forma denunciada e permitiu a defesa de Trubin. Não foi definitivamente um dérbi para Luis Suárez que, muito marcado, nunca conseguiu espaços para voltar a visar a baliza de Trubin.

Pote

Três oportunidades claras, zero golos. Podia ter marcado na primeira parte, na ressaca de um canto, teve nova oportunidade no arranque da segunda parte, servido por Trincão, mas acertou no poste. Teve ainda uma nova oportunidade, mas voltou a atirar ao lado. Pedro Gonçalves até esteve muito em jogo, mas esteve longe de ser decisivo.

Maxi Araújo

Esperava-se um duelo de fazer faísca com Prestianni, mas praticamente não existiu. O argentino procurou sempre terrenos mais interiores e o uruguaio não esteve com a intensidade habitual, até porque o Sporting atacou sempre mais pelo lado de Geny Catamo.

Rafael Nel

Quase que voltou a ser o amuleto do Sporting. Entrou aos 88 minutos e ainda levantou o estádio com um golo em tempo de compensação, mas não valeu, uma vez que estava adiantado. Balde de água fria a dobrar em Alvalade, uma vez que o Benfica marcou logo a seguir e desfez o empate em Alvalade.

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