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Sporting-Alverca, 2-0 (crónica)

Diogo Marques , Estádio José Alvalade
31 out 2025, 22:13

Ribatejanos deram mais luta, mas segundo «round» foi para o leão

Um primeiro tempo algo mastigado teve poucos momentos de registo, ainda que o Sporting tenha construído as melhores ocasiões para se chegar em vantagem ao intervalo. Geny Catamo enviou uma bola ao ferro, Suárez viu a defesa do Alverca evitar a todo o custo o 1-0 e João Simões também ficou perto de voltar a ser feliz em Alvalade.

Tal como tem acontecido em diversas ocasiões neste início de temporada, Rui Borges mexeu na equipa e voltou a mexer muito bem. Ioannidis já tinha marcado ao Alverca na última terça-feira e entrou em campo para repetir a dose. Pouco depois, Pedro Gonçalves passou a ser protagonista e assinou um golaço daqueles que levanta qualquer estádio, confirmando mais um triunfo para o leão.

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Após o primeiro round, há três dias, Rui Borges aplicou uma autêntica revolução no onze inicial dos leões, com destaque para a terceira titularidade consecutiva de João Simões. Do outro lado, Custódio também recorreu a diversas alterações e o que é facto é que o jogo começou com uma toada idêntica ao da Taça da Liga.

Um Sporting com mais bola do que o adversário, quase sempre a controlar o jogo no meio-campo adversário e com alguns lances de perigo, sobretudo o remate de Luis Suárez logo aos três minutos. Ainda cedo no encontro, o técnico teve de ser forçado a retirar Fresneda de campo, após um lance dividido junto à área do Alverca. Para o seu lugar entrou Vagiannidis.

Ora, a melhor ocasião de golo até então acabou por chegar aos 19 minutos, na sequência de um belo contra-ataque conduzido pelos leões. Luis Suárez não foi egoísta e descobriu Geny Catamo solto de marcação e, no jogo 100 pelo Sporting, rematou ao poste da baliza defendida por André Gomes.

Depois, o jogo voltou a ficar algo mastigado, com o Sporting a controlar, é verdade, mas sem real perigo para o adversário, que se mostrava confortável a defender com todos os 11 jogadores no próprio meio-campo.

Só em cima do intervalo é que a equipa da casa voltou a acordar e por muito pouco não conseguiu mesmo colocar-se em vantagem no marcador. Um passe de Maxi Araújo descobriu Luis Suárez sozinho no interior da área e Meupiyou foi chamado a intervir, cortando o 1-0 em cima da linha de baliza. Depois foi a vez de João Simões desperdiçar o que parecia fácil.

Bela combinação entre Pedro Gonçalves e Trincão, com o médio português a receber o esférico dentro da área e a demorar muito tempo na decisão, o que permitiu o corte de Abdulai. O que é certo é que os protagonistas regressaram aos balneários com o nulo no marcador, muito por culpa pela ineficácia dos comandados de Rui Borges.

Para o segundo tempo, nenhum dos treinadores mexeu nas respetivas equipas e o Alverca veio mais atrevido. Ainda assim, foram os adeptos do Sporting a gritar «golo» nos minutos iniciais, só que Luis Suárez estava em posição irregular e o lance não contou.

Após algumas «expedições» dos ribatejanos ao meio-campo ofensivo do Sporting, a equipa de Rui Borges voltou a tomar conta do jogo e o técnico foi ao banco tentar encontrar soluções para um golo que parecia não querer chegar. Esta foi também a altura em que a chuva se intensificou e de que maneira, tornando a relva mais rápida e, por consequência, mais difícil para um jogo a muitos toques.

Desta forma, foi com alguma naturalidade que o golo surgiu… na sequência de uma bola parada. Pedro Gonçalves deslocou-se até ao lado esquerdo do campo e cobrou de forma exímia o pontapé de canto e, na área do Alverca, Ioannidis voltou a repetir a dose da última terça-feira, finalizando para o 1-0 dos leões.

O papel principal serviu muito bem ao camisola oito do Sporting, que pouco depois levantou o estádio com um remate sensacional. Com tempo e espaço para rematar, tentou a meia distância e foi feliz, sem qualquer hipótese de defesa para o guardião emprestado pelo Benfica.

Até final, o encontro acalmou e o leão tentou segurar a bola, sem permitir grandes aventuras ofensivas ao Alverca, que teve sempre muitas dificuldades para chegar com perigo à baliza de Rui Silva. Depois da «má fase», vão cinco vitórias consecutivas para Rui Borges.

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