Treinador do Sporting reconheceu a grande exibição do jovem, mas apontou para colocar os pés na terra
Salvador Blopa ficou nas «bocas do mundo» depois da grande exibição frente ao Alverca para a Taça da Liga. Rui Borges, treinador dos leões, reconheceu a qualidade do jovem, mas garante que é preciso pôr os «pés assentes na terra», algo que faz até... com o próprio filho.
O exemplo de Salvador e a semelhança com o filho
«O regresso foi para a equipa B, é a maior chamada à terra que poderia existir. Não é onde eles pertencem, claro, estou a brincar, estou a ser um bocadinho irónico nesse sentido, mas foi para a equipa B, treinou com a equipa B, ponto final. São jogadores que têm que crescer imenso, volto a dizer, é um jogador com um potencial enorme e que terá um futuro. Não tenho dúvidas de que terá um futuro. Está no seu processo de crescimento, tem conseguido perceber esse crescimento e tem evoluído naquilo que é o seu patamar na equipa B. Se calhar não estava à espera de ter tanta solução na equipa B e, de repente, já é titular da equipa B. De repente, já está a jogar na equipa principal, aconteceu tudo muito depressa. Mas a minha frieza é olhar para ele e ver o seu dia-a-dia e pensar que, aparentemente, é um miúdo muito equilibrado, muito focado. Por isso, estou tranquilo nesse sentido também, porque vejo um miúdo muito equilibrado. Agora, é continuar a dar resposta no seu principal escalão, para poder ter mais oportunidades de jogar. Acredito que ele nem achava que ia jogar. Talvez tivesse o sonho de entrar, mas correspondeu».
«E, tal como disse ao Simões quando jogávamos na Champions, disse-lhe: 'Desculpa o meu termo, estás cagado?' Ele disse: 'Eu? Não, estou bem.' Por isso, a forma de os deixar mais tranquilos é perceber como é que eles estão. Basta olhar para eles. E o miúdo estava super tranquilo, correspondeu e muito bem. Ele e todos os outros. Agora, eles têm que sentir que a responsabilidade também é para quem está lá e não teve essa oportunidade. Eles têm que chegar ali e continuar a dar resposta, pois quem está lá e sonha com uma oportunidade, tal como eles, deve servir de exemplo. São exemplos, tiveram a oportunidade, mas depois vieram à equipa B e continuam no mesmo ritmo, querem dar mais porque querem jogar mais vezes na equipa A. E isso é o melhor que podemos dizer. Mais do que o que disse ao miúdo, que claro que fez um bom jogo, mas, por experiência própria, e também pela experiência que o mundo do futebol me tem ensinado, temos que chamar à terra. E, tal como faço com o meu filho, ele às vezes diz: 'Pai, fiz isto, fiz aquilo...' E eu respondo: 'Não fizeste nada'. É importante puxá-los para que sintam que chegar ao topo custa muito e que têm que trabalhar imenso. O Salvador tem trabalhado muito e mereceu a oportunidade».
