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Rui Borges: «Demos confiança ao Arouca com um golo surreal»

15 fev 2025, 23:12
Sporting-Arouca (Foto: JOSÉ SENA GOULÃO/Lusa)

Treinador do Sporting revelou que lesão de Daniel Bragança «pode ser algo de mais delicado» e deixa reparos a St. Juste

Rui Borges, treinador do Sporting, na flash interview da Sport TV após o empate com o Arouca (2-2), para a 22.ª jornada da Liga.

(jogo) «Foi um jogo muito estranho. Entrámos bem, a controlar o jogo, mas acabámos por dar confiança ao Arouca com um golo surreal, que não pode acontecer. Esse golo criou-nos alguma instabilidade. Fomos perdendo algum equilíbrio no primeiro momento de construção, sem o Arouca ser muito pressionante. Apanhou-se a ganhar do nada e aproveitou essa insegurança da nossa parte. Aos poucos, fomos crescendo. O Arouca acaba por marcar o segundo golo num lance em que há centenas iguais no futebol, é pena que só às vezes se lembrem de os marcar. Fomos perdendo algum equilíbrio em termos emocionais. Não podíamos, tínhamos de manter a confiança. Entrámos muito bem na segunda parte, que fica manchada com a expulsão do Morten. Depois, foi correr atrás do prejuízo. Tenho de valorizar o que os rapazes foram capazes de fazer com dez. O jogo ficou partido, podia ter dado para qualquer lado. Eles tiveram oportunidades claras, nós também. É um jogo muito impróprio, mas seguimos o nosso caminho».

(Gyokeres a tempo inteiro) «Corremos alguns riscos. Ele vem de uma lesão, como toda a gente sabe. Está bem, fez um bom jogo, só acabou por não ser feliz a marcar. Felizmente, correu bem no sentido que o jogador acabou o jogo bem, apenas cansado. Mais do que isso, é lamentar a lesão do Dani (Bragança), porque acredito que pode ser algo de mais delicado. Infelizmente, é mais uma».

(St. Juste) «Parecia que estava um pouco desconfortável. Tem de mudar um bocadinho o pensamento e de passar a informação de que não se encontra bem, o que não fez. Tem de ser mais inteligente nesse sentido. Mais do que valorizar o golo ou o autogolo, é valorizar a entrega que a equipa teve, apesar de todas as contrariedades que aconteceram. Tivemos de fazer duas substituições num minuto atrás do outro. Na segunda parte, tivemos de andar a adiar a última paragem para mexer na equipa, também para irmos percebendo o que o Viktor estava capaz de fazer. Foram muitas contrariedades, mas a equipa deu uma resposta muito boa. Os jogadores acabaram todos de «rastos», ficou bem explícita a capacidade de resiliência e a coragem que tiveram para ganhar o jogo. Poderíamos ter ganho, não ganhámos, mas também poderíamos ter perdido».

(vantagem para o Benfica diminui) «A diferença diz que somos ainda primeiros. É nisso que temos de estar focados. Estamos onde queremos. Temos de trabalhar imenso, com tudo o que nos tem acontecido. Vamos ter lutar imenso até ao fim para sermos campeões, mas esta equipa vai bater-se com uma valentia enorme, como hoje se bateu, e iremos ser felizes no fim».

(morte de Pinto da Costa) «É de lamentar e dar as condolências à família do senhor Jorge Nuno Pinto da Costa. Infelizmente, a vida é isto mesmo».

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