Rio Ave-Sporting, 1-4 (crónica)

André Cruz , Estádio dos Arcos, Vila do Conde
11 mai, 22:21
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Obrigado, vermelhos

O Sporting é o novo dono do segundo lugar da Liga! A uma jornada do fim, os leões saltam novamente para a zona Champions e ficam a depender apenas de si, depois do triunfo em Vila do Conde (4-1), mas também porque o Benfica empatou em casa com o Sp. Braga.

Se é certo que a equipa de Rui Borges tem a agradecer aos vermelhos da Luz pela escorregadela, também o pode fazer aos jogadores do Rio Ave. É que a equipa dos Arcos até deu uma boa réplica - sobretudo na primeira parte - mas acabou com nove jogadores e nem sequer ousou contrariar a superioridade leonina no segundo tempo.

Leão ainda se viu grego

Com Evangelos Marinakis nas bancadas, assim como John Textor, o Rio Ave teve uma excelente entrada no jogo, com ataques rápidos que expuseram a defesa leonina - muito mal na transição defensiva. Os homens da frente de ataque vilacondense (Bezerra, Bleza e Tamble) mostraram por que foram verdadeiros reforços de inverno e causaram o pânico aos defesas dos leões por inúmeras vezes.

O 1-0 apareceu aos 12 minutos, mas já se estava a adivinhar bem antes disso. Depois de uma recuperação de bola a meio-campo, Tamble Monteiro descobriu Diogo Bezerra no lado direito e o extremo brasileiro aplicou um remate cruzado, sem hipótese para Rui Silva.

Foi já para lá dos primeiros 20 minutos que o Sporting esboçou uma ligeira reação, mas sem grande convicção, sem criar ocasiões claras de perigo. No entanto, teve dois golos praticamente caídos do céu, com um penálti e um autogolo.

Após ver dois penáltis negados pelo árbitro (até viu um amarelo por simulação), Luis Suárez acertou à terceira tentativa, quando foi derrubado por Pancho Petrasso na área. Na cobrança, aos 35 minutos, o colombiano foi exemplar.

Nem dez minutos volvidos, apareceu o momento caricato da noite. Num atraso incompreensível, quando estava sem pressão, o central Gustavo Mancha desentendeu-se com o guarda-redes Miszta e completou a reviravolta dos leões. Um lance digno de apanhados!

Ainda fechar a primeira parte, o Rio Ave voltou a ser perigoso e ameaçou o golo em três ocasiões. Valeu tanto o desacerto dos jogadores vilacondenses, como a defesa de Rui Silva com o pé e o corte imperial de Eduardo Quaresma à boca da baliza.

Um final feliz

A segunda parte arrancou com o Rio Ave novamente atrevido e o Benfica a marcar na Luz. Dois maus cenários para o Sporting... que rapidamente desapareceram. O Sp. Braga marcou o golo do empate pouco tempo depois e, nos Arcos, o Rio Ave ficou a jogar com dez por expulsão de Petrasso nos primeiros minutos do segundo tempo. O central argentino, que já tinha cometido o penálti, fez uma falta desnecessária à entrada da área – novamente sobre Suárez – e foi expulso.

Em superioridade, o Sporting sentiu-se confortável, assumiu o controlo do jogo por completo e fez dele praticamente o que quis. Deu até para Rui Borges dar um pendor mais ofensivo à equipa a partir do banco e, logo de seguida, Trincão apontou o golo da noite, com um remate colocadíssimo de fora da área.

Estava tudo tão fácil para o Sporting, que a expulsão de Ryan Guilherme, com dois cartões amarelos num ápice, só veio ajudar à festa.

Deu ainda para que o resultado ficasse com contornos de goleada, com Geovany Quenda a assinar o 4-1 final em cima do minuto 90.

E para coroar este final feliz, os leões viram o Sp. Braga a marcar novamente na Luz (o 2-2 de Pavlidis já pouco evitou).

O Sporting sai de Vila do Conde em segundo e, por isso, pode dizer: obrigado, vermelhos.

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