Moreirense-Sporting, 0-2 (crónica)

Bruno José Ferreira , Parque de Jogos Comendador Joaquim de Almeida Freitas
19 fev, 22:18

Leão a roçar a perfeição manda dois rugidos e fica a controlar

Numa espécie de Minho mal-amado – vale a pena lembrar que deixou pontos em Braga e em Guimarães –, o Sporting traçou uma autoestrada de sentido único ao impor-se em Moreira de Cónegos, com uma exibição sem mácula (0-2). Entrar a vencer, com um golo logo aos três minutos, ajudou a vincar a tendência esperada, fechando o resultado aos 23 minutos.

Outros emblemas do topo da tabela, recorde-se, passaram um mau bocado no reduto do Moreirense: o Benfica empatou sem golos, por exemplo. Mas não este leão.

O rei da selva apresentou-se completamente focado, ciente das vicissitudes do terreno, e viveu uma noite completa em todos os aspetos. Ao ponto de ter descansado na segunda parte, controlando as incidências sem se aborrecer muito.

A roçar a perfeição, com golos de Morita e de Pote, o Sporting voltou a colar-se ao Benfica na liderança da classificação, somando aquele que foi o oitavo triunfo consecutivo na Liga. Há mais de três meses sem ceder pontos – tendo menos um jogo – a equipa de Alvalade reforça o seu estatuto ao ultrapassar um obstáculo complicado, uma das surpresas do campeonato.

Entrar a vencer e massacrar em pezinhos de lã

Um canto movimentado por Trincão logo aos três minutos, com Kewin a não ficar propriamente bem na fotografia e Frimpong a atrapalhar-se na hora de fazer o corte na pequena área, deu a Morita a possibilidade de efetivar a tendência evidenciada com os primeiros pontapés na bola.

Com um espírito competitivo assinalável, o Sporting encostou o Moreirense às cordas, manteve-se sempre equilibrado sem permitir a resposta em contragolpe, e em pezinhos de lá, com critério e sem qualquer tipo de agonia ou pressão, impôs um pequeno massacre no jogo.

Sem surpresas fez o segundo aos 23 minutos, num lance traçado a régua e esquadro, com Trincão a servir Pote, após combinar com Geny Catamo, para o atacante português rematar de pronto com sucesso.

Seguiu-se um lote bem robusto de defesas de Kewin, por entre as quais vale a pena realçar o minuto 43: foi nesse instante, verdadeiramente, que o Moreirense fez a primeira tentativa de remate. Madson atirou muito por cima, tanto que em condições normais nem contaria como oportunidade de golo, mas dada a incapacidade de resposta da equipa de Rui Borges este lance ganha destaque no bloco de apontamentos.

Gestão eficaz a meio da eliminatória europeia

Com treze golos marcados nas últimas duas jornadas – oito ao Casa Pia e cinco ao Sp. Braga – o primeiro tempo deixou antever novo resultado gordo por parte da equipa verde e branca. Um cenário que não se verificou. A meio de uma eliminatória europeia, o conjunto de Rúben Amorim geriu o jogo sem se expor. Ainda foi procurando o terceiro, é verdade, mas sem acelerar muito.

Kewin voltou a fazer um punhado de defesas, não com a cadência da fase inicial do embate, mas ainda assim igualmente preponderante face a um Sporting que mesmo em gestão esteve sempre mais próximo de chegar ao terceiro golo do que propriamente de sofrer um golo que poderia vir a ser incomodativo. Adán foi praticamente um mero espectador a juntar aos 5163 que estiveram nas bancadas.

Simbiose entre bancada e relvado, festa leonina em Moreira de Cónegos a encerrar a jornada 22 da Liga. O Sporting deu uma demonstração da capacidade, de atitude competitiva e competência. Triunfo em que esteve por cima em todos os capítulos do jogo.

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