Gil Vicente-Sporting, 1-1 (crónica)
Leão encolheu cedo as garras e levou bicada do galo
O Sporting deixou ficar dois pontos em Barcelos e perdeu Gonçalo Inácio, expulso na reta final do desafio. Os leões marcaram primeiro, tiveram ocasiões para aumentar a contagem, mas encolheram as garras cedo demais. O Gil Vicente não se fez rogado e, quando já estava em superioridade numérica, deu uma bicada ao leão.
Luis Suárez abriu o marcador na primeira metade e Carlos Eduardo, na reta final, igualou. O Sporting pode ver o FC Porto aumentar a distância na liderança – caso vença nos Açores – e o Benfica a aproximar-se do 2.º lugar.
Os leões tiveram mais bola durante os primeiros 45 minutos, mas o esférico foi quase sempre jogado longe da baliza gilista. Os galos, sempre que podiam, subiam no terreno e tentavam tirar a iniciativa de jogo aos sportinguistsa, apostando numa pressão alta. Rui Borges lançou Matheus Reis no lugar de Ricardo Mangas, lesionado, e Fresneda na posição de Vagiannidis. Do outro lado, César Peixoto colmatou a saída de Pablo para o West Ham com Gustavo Varela.
E foi o avançado emprestado pelas águias o primeiro a criar perigo com um remate acrobático, obrigando Rui Silva a defesa atenta. A resposta sportinguista foi imediata, com Ioannidis a saltar mais alto do que todos, mas a cabecear por cima. E podemos puxar a fita da primeira metade quase até ao descanso, altura em que o Sporting abriu o marcador. Pelo meio, destaque para a lesão de Caseres, substituído por Zé Carlos II, e para o cartão amarelo mostrado a Hjulmand, que o tira da partida com o Casa Pia.
Ainda antes do golo, Tidjany Touré voltou a colocar Rui Silva à prova, contudo o remate saiu à figura. Em cima do minuto 45, Eduardo Quaresma desde a defesa desmarcou Luis Suárez que, à saída de Andrew, que tinha na bancada um espetador atento – o treinador do Flamengo, Filipe Luís, esteve no Estádio Cidade de Barcelos, uma vez que procura um guarda-redes para um concorrente do argentino Agustín Rossi –, não perdoou.
Boa reentrada do leão e boa resposta do galo
Os leões reentraram bem e podiam ter aumentado a vantagem em três ocasiões. Primeiro, foi João Simões a disparar um petardo à entrada da área para defesa a dois tempos do guarda-redes brasileiro. Logo de seguida, Suárez apareceu em dose dupla: na primeira, após trabalho individual, rematou rente ao poste; na segunda tentativa, viu Andrew a evitar o golo com os pés, numa defesa de recurso.
Os galos despertaram e, na resposta, ficaram perto do empate. Zé Carlos cruzou para a área onde apareceu Touré a cabecear para excelente defesa de Rui Silva. Pouco depois, o guardião português voltou a negar o golo, desta feita a Luís Esteves. O jogo estava vivo e César Peixoto acreditava que podia conseguir algo mais do desafio e, por isso, refrescou o ataque.
Os gilistas começaram a subir no terreno e a colocar a defesa leonina em sentido. O jogo mudou por completo a dez minutos dos 90 com a expulsão de Gonçalo Inácio, que travou em falta o isolado Gustavo Varela. Os galos acreditaram e chegaram ao empate por um herói improvável: Carlos Eduardo saltou do banco para fazer esquecer Pablo e cabecear para o golo. Ainda antes do final, o Gil Vicente podia ter chegado à vitória. Valeu a excelente mancha de Rui Silva a impedir o golo ao isolado Joelson.
