Hjulmand omnipresente e o golo do costume de Suárez nos descontos
FIGURA: Morten Hjulmand
É como um relógio atómico, de uma precisão incrível. Comandou as operações com a serenidade do costume e ainda teve ações relevantes com bola. Aos 59 minutos, teve uma interceção preciosa no coração da área leonina, impedindo que um passe atrasado de Alberto Costa chegasse aos pés de Gabri Veiga. Ao minuto 90+7, só Alan Varela impediu que marcasse, com um corte providencial.
MOMENTO: Suárez marca à segunda, no anti-clímax do Dragão (90+10m)
O Clássico do Dragão parecia fadado a um jogo em que a razão se iria sobrepor às emoções, mas o golo de Fofana, ao minuto 77, abriu caminho a uma ponta final de loucos! Já depois de Alan Varela ter negado o empate a Hjulmand (90+7m), o Sporting beneficiou de um penálti, por mão na bola de Francisco Moura, que Luis Suárez converteu… à segunda, na recarga a uma primeira defesa de Diogo Costa. Mesmo «amassado», como disse Rui Borges no lançamento do jogo, o colombiano vai resolvendo os problemas dos leões.
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— sport tv (@sporttvportugal) February 9, 2026
Outros destaques:
Luis Suárez: apesar da exibição algo apagada, tendo como ponto de comparação os jogos mais recentes dos leões, o goleador apareceu quando o Sporting mais precisava dele. É certo que só converteu o penálti à segunda, mas o seu golo valeu na mesma um ponto precioso aos verde e brancos.
Pote: Rui Borges fê-lo regressar ao onze inicial e deu-lhe um papel de grande importância na dinâmica ofensiva da equipa. As permutas com Francisco Trincão entre o meio e a ala esquerda do ataque criaram algumas dificuldades à linha defensiva portista, sobretudo nos momentos iniciais. Quase se isolou aos 17 minutos, mas Bednarek não o permitiu.
Francisco Trincão: se Pote está nesta lista, o camisola 17 dos leões também tem de estar. Foi da ação desta dupla que nasceram grande parte dos desequilíbrios ofensivos criados pelos jogadores do Sporting. Trincão aliou a essa versatilidade o habitual requinte nos momentos em que teve a bola em seu poder. Aos 82 minutos, ficou muito perto do empate com um remate colocado, mas a bola saiu perto do poste da baliza portista.
Maxi Araújo: numa ala esquerda muitas vezes sobrepovoada, com Trincão e Pote em permutas constantes no meio-campo ofensivo, fez algumas incursões perigosas no ataque, como ao minuto 45+3 quando lançou o pânico na área do FC Porto com um cruzamento venenoso, ao qual Suárez e Geny Catamo não conseguiram dar seguimento. Na defesa, esteve atento e seguro. Na compensação, ainda se “pegou” com elementos do banco dos dragões após uma falta dura sobre Pepê. Está-lhe no sangue.
Gonçalo Inácio: que bela exibição do internacional português. Com Diomande, ajudou a “secar” Samu e Deniz Gul, um em cada parte, e deu o critério habitual à saída de bola dos leões.