Rui Borges, treinador do Sporting, abordou as ausências para a CAN e garante que o mercado de inverno ainda é um «pensamento longínquo»
O treinador do Sporting, Rui Borges, abordou esta sexta-feira em conferência de imprensa as ausências de Diomande e Catamo, convocados para a Taça das Nações Africanas (CAN). Embora tenha admitido que o clube tentou negociar com as federações de Moçambique e Costa do Marfim, mantém o foco nos jogadores que vão ficar em Portugal.
Diomande e Catamo na CAN
«Tentámos [n.d.r.: falar com as federações de Moçambique e Costa do Marfim], mas sabemos que não será fácil. Tentámos porque o jogo é um contra o outro e é só dia 24 de dezembro. Acreditamos que poderá ser possível. Mas se não acontecer, seguimos em frente. Para já, não tenho mais informações sobre isso.»
«A brincar dizia que sim. Já disse isso, que queria que eles perdessem, mas mas não desejo isso, é o que é o futebol, é isso, perdemos nós, perdem outras equipas, perdem jogadores também. Influentes e importantes, por isso, é saber lidar, é seguir o trabalho e continuar. A malta tem dado resposta, o Edu [Quaresma] tem feito grandes jogos, fez mais um em Munique, por isso, já estão à porta a querer jogar, e isso é muito importante.»
Zeno Debast pode voltar em janeiro
«Não se trata de arriscar. Quando um jogador está pronto para jogar e achamos que está a 100 por cento, vamos seguir os parâmetros definidos pelo departamento médico. Vamos ver o que acontece, mas acredito que o Zeno possa voltar, pelo menos no início de janeiro. Se voltar antes, será ótimo para nós, porque ganharemos mais uma solução.»
Mercado para suprir ausências
«A seu tempo vamos tomar estas decisões, mas, neste momento, o meu foco está totalmente nos jogadores que podem jogar e conseguir dar de alguma forma uma resposta como demos frente ao Bayern. O grupo está confiante, super motivado para o que vem, e percebeu muito bem o que fizemos de bom nestes jogos, especialmente nos dois últimos, em que a exigência era maior e eram dois jogos seguidos. Sabemos o que fizemos de menos bom, mas a equipa está muito ambiciosa e procura sempre melhorar. Não saímos de Munique felizes, queríamos muito ganhar, mas temos a consciência tranquila de que fizemos o nosso melhor.»
«Não, não tenho uma lista. Já disse que não estou muito focado no mercado. Estou focado nas semanas de trabalho, temos muitos jogos pela frente. Honestamente, não perco tempo a olhar para o mercado. O que me importa agora são as soluções que temos no plantel. Quero dar resposta nestes jogos. Não podemos ir buscar ninguém para já.»
Evolução dos jovens na equipa principal
«Sinto-me privilegiado por fazer parte disso. Já disse isso antes, estou muito feliz no Sporting, muito mesmo. O dia-a-dia aqui deixa-me feliz. É um ambiente muito alegre e positivo, tanto na equipa principal como na formação. Acima de tudo, fico feliz porque os miúdos têm demonstrado trabalho, têm dado continuidade à imagem do Sporting, passando os valores da formação para a equipa principal. Temos conseguido integrar cada vez mais jovens connosco, e isso é sinal de que o trabalho está a ser bem feito desde as camadas jovens até à equipa principal. Não tem a ver só comigo nem com a equipa técnica da equipa principal, mas também com o trabalho feito nas camadas de formação. Os miúdos têm mostrado qualidades que acreditamos que podem funcionar, e é um prazer vê-los evoluir. Fico muito feliz por eles, porque trabalham muito, e nada melhor do que ser reconhecido por isso, principalmente pelos outros. Muitas vezes, podemos achar que estamos a fazer bem, mas ser reconhecido pelos outros dá uma grande confiança. E isso é bom para os miúdos, para o Trincão, para o Quenda, para todos eles. Agora, o trabalho deles está a dar frutos, mas ainda têm muito mais para conquistar. O grande desafio é manter essa consistência ao mais alto nível.»
