Sp. Braga-Tondela, 3-0 (crónica)

Bruno José Ferreira , Estádio Municipal de Braga
10 ago 2025, 22:28

Sobressaltos atirados para canto

O Sp. Braga entrou a vencer na Liga, algo que não conseguiu nas últimas três temporadas, batendo o regressado Tondela por três bolas a zero na pedreira. No intervalo da eliminatória europeia com o Cluj, os guerreiros praticamente construíram o triunfo na primeira metade com golos de Vítor Carvalho e Pau Victor. O espanhol, reforço mais caro de sempre dos bracarenses, estreou-se a titular com um golo. Ricardo Horta fechou a contagem, de penálti, já na segunda parte. 

No reencontro com os grandes do futebol português, o Tondela acaba por ter um regresso aziago ao primeiro escalão. Teve as primeiras oportunidades do encontro, lances claros de golo, mas desperdiçou-os, e viu os guerreiros partirem para uma prestação segura e equilibrada. O Sp. Braga atirou os sobressaltos para canto, marcando por Vítor Carvalho num momento de bola parada, abrindo assim caminho para o triunfo.

A meio de uma eliminatória europeia, bem encaminhada após o triunfo (1-2) no terreno do Cluj, Carlos Vicens operou uma autêntica revolução na equipa bracarense. Trocou oito elementos comparativamente com o jogo na Roménia: apenas Hornicek, Paulo Oliveira e Gorby permaneceram no onze. Campeão na época passada no segundo escalão, o Tondela transportou para esta época a base da equipa, surgindo com três reforços no onze: Medina, Hodge e Yerlan.

Uma bola parada a resgatar uma ideia

Apesar da natural adaptação a uma realidade diferente, em que passou a ter de jogar mais na expetativa – especialmente num reduto como é a pedreira – deixando um pouco para trás a rotina de vitória da época passada, o Tondela soube ajustar-se e apresentou-se compacto e organizado, demonstrando capacidade para pôr os bracarenses em sobressalto.

Com um quarto de hora de jogo os beirões faziam contas ao desperdício. Miro, por duas vezes, e Yarlen tiveram nos pés oportunidades claríssimas para abanar as redes, deixando Ivo Vieira à beira de um ataque de nervos. Miro e Yarlen estiveram isolados na cara de Hornicek, mas não conseguiram colocar o Tondela em vantagem.

Quando da pedreira já ressoavam assobios, uma bola parada resgatou a ideia de Carlos Vicens. Num pontapé de canto, a meio da primeira parte, os guerreiros colocaram-se em vantagem através de um golpe de cabeça de Vítor Carvalho, que por estes dias é adaptado numa espécie de defesa direito.

Abanou o Tondela, ficou confortável o Sp. Braga, pondo em prática uma faceta mais pragmática ao chegar ao segundo já na reta final da segunda metade. Boa jogada de envolvimento ofensivo, Gorby abriu o lado esquerdo a Lelo, que de primeira tirou mais uma assistência da cartola, para Pau Victor encostar para o fundo das redes na estreia a marcar na primeira vez que foi titular com a camisola bracarense. 

Segurança sem direito a resposta e com mais um sofrido

Com uma vantagem confortável, o Sp. Braga geriu o jogo com segurança e estabilidade, com Carlos Vicens a operar substituições já a pensar no jogo da próxima quinta-feira, em que recebe no mesmo palco o Cluj em jogo da 2.ª mão da 3.ª pré-eliminatória da Liga Europa.

Fez uma gestão com bola, sem exposição a riscos e quase que castrando o Tondela a uma eventual resposta. Cláudio Pereira ainda assinalou uma grande penalidade que temporariamente fez pensar numa reentrada em jogo dos beirões, mas após ver as imagens a decisão foi revertida. Yarlen também cabeceou para o fundo das redes, mas com posição irregular que prontamente foi assinalada.

Triunfo pragmático e eficaz do Sp. Braga, confirmado com o terceiro remate certeiro, de Ricardo Horta na transformação de uma grande penalidade. O capitão do Sp. Braga sofreu o castigo máximo – falta de Medina – e encarregou-se de marcar. Resultado consistente do Sp. Braga, que ao fim de quatro jogos oficiais soma um empate e três triunfos, vencendo as três últimas partidas. Aumenta o registo negativo do Tondela na pedreira: oitava deslocação a Braga na Liga, oitava derrota.

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