Escalada guerreira no pós Europa
O Sp. Braga meteu a quarta, venceu pela quarta jornada consecutiva na Liga e deu seguimento à escalada na tabela classificativa. Na receção ao Santa Clara os bracarenses venceram pela margem mínima (1-0) com um golo do suspeito do costume: Ricardo Horta fez, de cabeça, o único golo do jogo pouco antes do intervalo.
A intermitência do arranque da época, essencialmente no campeonato, parece estar definitivamente ultrapassada e os guerreiros já estão igualados com o Gil Vicente no quarto posto da classificação. Quarto triunfo consecutivo numa série de oito jogos sem saber o que é perder.
Frente aos açorianos, com cinco mudanças no onze comparativamente com o triunfo frente ao Nice na Liga Europa, o Sp. Braga rubricou uma exibição personalizada de total domínio na primeira metade. Os índices físicos não foram os mesmos na segunda metade e o jogo decaiu, mas sem que o Santa Clara conseguisse causar mossa.
Sentido único, susto e vantagem
Nos cânones de Carlos Vicens para o processo bracarense a ideia passou por ter bola. Muita bola. No relvado o plano foi precisamente esse, com o Sp. Braga a dominar de forma inequívoca o jogo, chegando a ter impensáveis 90 por cento de posse de bola a meio da primeira metade.
Encolhido a numa organização ansiosa com a troca de bola constante, o Santa Clara tentou aguentar-se sem conseguir equivaler-se no que à iniciativa diz respeito. Mas, como o futebol está longe de ser um jogo de lógica, até pertenceu aos açorianos a primeira grande situação de golo.
Lançado por Sergino, o avançado Brenner Lucas escapou em velocidade a Niakaté e foi à cara de Hornicek desperdiçar uma chance soberana. Na cara do guarda-redes, Brenner permitiu a mancha a Hornicek naquele que foi um grande susto para o conjunto da casa.
Recomposto do susto, o Sp. Braga manteve a toada e chegou à vantagem já próximo do período de descanso. Num lance em que os guerreiros estavam instalados no ataque, João Moutinho abriu por cima da defesa para Gabri Martinez fazer a assistência do lado direito, de primeira, para também de primeira Ricardo Horta abrir o ativo.
Gestão sem sobressaltos
O evoluir do cronómetro acabou por fazer o Sp. Braga abrandar o ritmo. Quer pela impossibilidade de manter a toada do arranque da partida, quer também pelo calendário preenchido que nem a mudança de meia equipa comparativamente com o jogo frente ao Nice deixou transparecer.
Continuou a estar por cima a equipa de Carlos Vicens, mas sem a mesma acutilância, aqui e ali com alguns momentos de quebra no foco. Isso manteve o Santa Clara no jogo. Sem empolgar, o conjunto de Vasco Matos teve mais momentos com bola, mais chegadas ao ataque e, consequentemente, mais lances de hipotético perigo.
Uma gestão que deixou o jogo em aberto por parte do Sp. Braga, mas sem grandes sobressaltos, diga-se, que se arrastou até ao apito final do árbitro Bruno Costa, pontuando o quarto triunfo consecutivo do Sp. Braga, que se chega à frente na tabela classificativa, apanhando o Gil Vicente no quarto lugar.
O Santa Clara volta a perder na pedreira, mas desta vez com outra face depois de perder por cinco bolas a zero na Taça da Liga. Perante pouco mais de 5 mil adeptos nas bancadas, o Sp. Braga acompanha na Liga aquela que tem sido a caminhada europeia, chegando-se à frente.