Ressaca europeia curada com a conquista de terreno
O Sp. Braga respondeu à ressaca europeia, após a derrota com o Genk, com um triunfo caseiro (2-1) sobre o Moreirense no duelo minhoto. Numa jornada em que Gil Vicente e Famalicão perderam pontos, os guerreiros fizeram a sua parte e ganharam terreno também ao Moreirense.
Sem deslumbrar, longe disso, o Sp. Braga percebeu que um triunfo era imperativo para as contas na Liga, agarrando-se a essa realidade. Com uma grande dose de pragmatismo, o conjunto de Carlos Vicens retomou os triunfos após duas derrotas, chegando-se aos lugares da frente com golos de Zalazar e Ricardo Horta. Um penálti ainda numa fase precoce do jogo acabou por ser fundamental.
Uma das sensações do campeonato, o Moreirense apresentou-se na pedreira com uma margem de conforto que poucos imaginariam no início da época: mais cinco pontos do que o Sp. Braga à entrada para esta ronda. Foi, por isso, um conjunto cónego desinibido aquele que subiu ao relvado.
Penálti lança guerreiros
Solto e tranquilo perante um Sp. Braga em cenário de ressaca europeia, após ser derrotado neste mesmo estádio pelo Genk na quinta-feira, o Moreirense não se escusou a ter bola e a jogar, condicionando as intenções bracarenses de assumir as despesas do jogo, dominar e construir uma vitória segura.
Como que caída do céu, o conjunto de Carlos Vicens teve logo aos 13 minutos uma oportunidade para encaminhar o regresso aos triunfos. Num lance aparentemente inofensivo, Travassos foi imprudente e, sem qualquer tipo de pressão, acabou por jogar com o braço, dando origem a um castigo máximo.
Da marca dos onze metros Zalazar não desperdiçou, adiantando os arsenalistas no marcador. Nono jogo consecutivo a marcar, uma dose de oxigénio importante para um Sp. Braga que segue em mais uma série de jogos infernal. André Ferreira ainda adivinhou o lado, chegou a tocar na bola, mas não conseguiu evitar que o remate violento de Zalazar parasse no fundo das redes.
Horta puxa dos galões
O embate manteve-se num limbo. O Sp. Braga foi gerindo a vantagem pela margem mínima fazendo por não se expor em demasia num jogo em que claramente a equipa sentiu que o mais importante era vencer, até porque a exibição estava longe de ser brilhante.
Em contraponto, o Moreirense ia gizando os melhores lances do encontro, com boas combinações e chegadas a zonas altas do terreno. Sobrava deslumbre pela facilidade na chegada ao ataque, mas faltava coragem para dar seguimento à ousadia demonstrada na primeira fase de construção.
Predicados que, por norma, não faltam ao Braga. Quando o jogo se encaminhava para a fase seguida, ao minuto 72, um mau passe de Alanzinho provocou a correria de Gabri Martinez até deixar Ricardo Horta em condições de rematar. O capitão puxou dos galões e arrumou com a questão.
O Moreirense, que antes de sofrer o segundo golo já tinha enviado uma bola ao ferro, ainda reduziu, por Maracás na sequência de um pontapé de canto. Prolongou-se a incerteza no resultado até final, geriu como foi capaz o Sp. Braga, amarrando os três pontos. Preciosos para a escalada na tabela.