Sp. Braga-Gil Vicente, 0-1 (crónica)

Bruno José Ferreira , Estádio Municipal de Braga
14 set 2025, 22:36
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Galos de crista levantada à prova de guerreiros

Personalizado e competente, o Gil Vicente fechou a 5.ª jornada da Liga com um triunfo (1-0) na pedreira. Um golo de Pablo, nos descontos da primeira metade, confirma o bom arranque de temporada do conjunto de Barcelos, imponto o primeiro desaire da temporada ao Sp. Braga. 

Ao 11.º jogo oficial, a primeira derrota. Perdida em campo, a equipa de Carlos Vicens nunca se encontrou e viu o Gil Vicente ser dominador em vários momentos do jogo. Quando não dominou, o conjunto gilista soube gerir e controlar, não dando grande margem de manobra ao Sp. Braga, que não vence pela terceira ronda consecutiva. 

Foi um galo de crista levantada aquele que se apresentou na pedreira, mostrando ter atributos à prova de guerreiros. A equipa de César Peixoto ultrapassa o Sp. Braga na classificação, soma o segundo triunfo consecutivo e iguala Benfica e Gil Vicente no quarto posto. As bancadas da pedreira mostraram lenços brancos. 

Galo de crista levantada sem receio de guerreiros

Após duas jornadas sem vencer – empates com AVS e Rio Ave – o Sp. Braga tentou entrar mandão no jogo, fazendo-se valer do fator casa e do seu maior estatuto para se impor no duelo minhoto. Tentou. Personalizado e organizado, o Gil Vicente encarou o jogo de frente e, com essa postura, colocou problemas a uma equipa bracarense preparada para ser superior.

Ombro a ombro, o Gil ganhou vários duelos, teve bola e foi construindo os principais lances do encontro. Hornicek ainda evitou que os gilistas abrissem o ativo a meio da primeira parte, ao opor-se com uma grande defesa a um remate de Pablo. As bancadas iam ficando apreensivas e não era para menos.

Já nos descontos o Gil Vicente passou mesmo para a frente do marcador com uma jogada traçada a régua e esquadro. Luís Esteves fez o passe para Agustín, que no lado esquerdo ganhou as costas a Victor Gomez e fez o passe para Pablo encostar no coração da área. Tudo bem feito, a levar o Gil em vantagem para o descanso.

Sp. Braga sem armas para a organização gilista

Carlos Vicens mexeu de imediato na equipa, percebendo os assobios que começavam a ressoar da bancada. Zalazar e Moscardo foram lançados ao intervalo para aquilo que se esperava que fosse uma segunda metade de reação à desvantagem por parte do Sp. Braga.

A vontade esteve lá, mas a ansiedade andou de mãos dadas com cada ação dos bracarenses. Uma bola atirada com estrondo à barra, de João Moutinho na pequena área, foi o principal lance dos arsenalistas no jogo, juntamente com um remate violento de Horta para defesa de Andrew já na reta final do jogo.

De resto, a falta de capacidade de construção de lances ofensivos foi evidente. Demérito do Sp. Braga nesse capítulo, conjugado com a organização do Gil Vicente, que se manteve estruturado, mesmo tendo menos bola do que na primeira metade. A turma gilista leva os três pontos para Barcelos e confirma o bom arranque de temporada.

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