Guerreiros metem a quarta, mas o Estoril empancou a engrenagem
Na melhor fase da época, o Sp. Braga meteu a quarta na receção ao Estoril, mas os canarinhos recuperaram de uma desvantagem de dois golos, chegando ao empate (2-2) num emperrar da embraiagem dos guerreiros. Bruma bisou no encontro e encaminhou o triunfo; Marqués e Gonçalo Costa desfizeram essa vantagem.
Um ponto para cada lado na pedreira confirmando que o Estoril também está num momento positivo, a recuperar do mau arranque de temporada. O conjunto de Ian Cathro vinha de dois jogos sem perder, somando um ponto num terreno difícil. Marca dois golos na pedreira, quando apenas tinha marcado numa das restantes deslocações desta temporada.
Com a baliza a zeros nos três últimos jogos, repetindo o onze pelo quarto jogo consecutivo, o Sp. Braga parecia estar a chegar ao ponto de rebuçado, mas volta a tropeçar num jogo que a meia hora do final estava controlado.
A fantasia como diferenciador
Num embate que começou por se disputar de forma encaixada, até porque as equipas usaram a mesma disposição em campo, a intensidade inicial nem foi propriamente elevada, mas a fantasia e o recorte técnico sobressaíram, mostrando que o talento ainda faz a diferença no futebol.
Com um túnel sobre Bacher Ricardo Horta fletiu da direita para o centro, abrindo espaço para Roger. O extremo imprimiu velocidade ao lance e já na linha cruzou com a medida certa para o segundo poste. Bruma, quase sem ângulo, correspondeu de cabeça para abrir o ativo. Processos simples golo prático. Braga na frente aos dezasseis minutos.
Numa toada de equilíbrio, sem os tais rasgos, a resposta estorilista fez-se sentir à passagem de meia hora de jogo. Passe açucarado de Holsgrove a isolar Fabrício, o atacante dribla Matheus, mas atira à malha lateral. Equilíbrio de forças em oportunidades, com a eficácia bracarenses a fazer a diferença.
Uma eficácia que acabou por decair na reta final da primeira metade, com Gabri Martinez como protagonista. O avançado atirou uma bola ao ferro, de cabeça, e no derradeiro lance antes do descanso esteve isolado na cara de Joel Robles, mas não teve astúcia para bater o guarda-redes.
Penáltis mexem com o jogo: Estoril recupera desvantagem e dois golos
Tentou esboçar uma reação à desvantagem o Estoril. Fez por entrar mais incisivo no segundo tempo. Até evidenciou bons pormenores, mas ia faltando o pormenor que fizesse a diferença. Organizado, o Sp. Braga não dei grande margem e ainda continuou na senda do desperdício: Horta apareceu isolado na cara de Joel, mas permitiu a defesa ao guarda-redes.
Antes disso, já os guerreiros tinham ampliado a margem na transformação de uma grande penalidade. Bacher, que já não tinha ficado propriamente bem no primeiro golo, comete falta imprudente sobre El Ouazzani. Da marca dos onze metros Bruma fez o segundo encaminhando a conquista dos três pontos. Jogo fechado, pensar-se ia.
Puro engano. O Estoril teve engenho para chegar ao empate, recuperando da desvantagem de dois golos. O primeiro chegou de penálti, a castigar falta de Mbi. Foi Marqués, da marca dos onze metros, a relançar o jogo ao bater Matheus. A sete minutos dos noventa Gonçalo Costa fez o segundo da equipa canarinha com uma boa subida pelo corredor esquerdo, contando com um desvio de João Ferreira para a própria baliza para fazer abanar as redes.
Até ao apito final os bracarenses ainda forçaram o terceiro, em contragolpe o Estoril manteve a emotividade. O resultado não se alterou. Empate na pedreira em vésperas da deslocação ao terreno da Roma a contar para a Liga Europa.