Águia voa mais alto que o Açor e vence jogo difícil
*Por Frederico Figueiredo
Foi uma primeira parte de domínio completo do Benfica, na sua visita aos Açores. A equipa encarnada, atual terceira classificada entrou forte e decidida a marcar cedo, contudo, apesar de apostar na velocidade dos alas e extremos, o Santa Clara ia conseguindo manter a bola longe da sua baliza.
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Aos 6 minutos, os encarnados de Lisboa pediram penálti apos uma disputa de bola entre Rafa Silva e Gabriel Batista, guardião e capitão do Santa Clara. António Nobre assinalou pontapé de baliza a favor dos encarnados dos Açores.
A equipa açoriana tentou dar um ar da sua graça e Klismahn obrigou Trubin a intervir num lance com algum perigo. Contudo, no lance a seguir, o Benfica chegaria à vantagem. Jogada pela direita com Tomás Araújo a cruzar com conta, peso e medida para a cabeça de Pavlidis e o ponta de lança grego só teve de encostar.
O Benfica galvanizou-se e podia ter aumentado a vantagem aos 24 minutos. Rafa Silva numa boa arrancada, deixou para trás a defesa do Santa Clara e atirou para grande defesa de Gabriel Batista.
O jogo entrou depois numa toada mais física, muito disputado a meio campo, até que Barreiro cai na área e, pela segunda vez, o Benfica pede penálti no jogo. O árbitro, mais uma vez, manda jogar. No lance a seguir, aos 34 minutos, Rafa Silva combinou bem com Tomás Araújo e atirou às malhas laterais, dando a sensação de golo no estádio.
Mas não foi preciso esperar muito para se assistir ao segundo golo do jogo. Jogada pela esquerda de Pavlidis, com o grego a cruzar para o interior da área onde Prestianni entrou de rompante fazendo com que Paulo Victor marcasse um autogolo e dilatasse a vantagem do Benfica para 0-2, ainda antes do intervalo.
Até ao apito final do primeiro tempo, as equipa foram dividindo a bola no meio campo, faltando um pouco mais de inspiração para que pudesse ser criado real perigo junto das balizas.
A segunda parte arrancou, praticamente, com o golo do Santa Clara. Aos 46 minutos, Klismahn numa boa jogada rematou e viu a defesa do Benfica cortar a bola. Do canto, Gonçalo Paciência cabeceou e o que parecia uma defesa fácil acabou por virar um frango de Trubin.
Parecia que o jogo ia ser relançado, mas ficou por isto mesmo. A partir do golo do Santa Clara as duas equipas disputaram o jogo praticamente a meio campo, com muitas bolas dividias, tendo a qualidade do jogo descido a pique.
Nenhuma das equipas conseguiu criar nenhuma situação de perigo para a baliza contrária durante os 90 minutos. No primeiro minuto de descontos, Lucas Soares viu o cartão amarelo e praticamente hipotecou as hipóteses de os açorianos pontuarem.
O assalto final ficou apenas pela intenção de despejar bolas, sem grandes resultados práticos. É de destacar os quatro pedidos de penálti por parte do Benfica e mais um do Santa Clara. A todos esses pedidos António Nobre mandou jogar.