Reviravolta com toque grego vale primeira vitória fora de portas
Um ponto é melhor que nenhum? Não, disse Silaidopoulos em grego.
Uma luta com o rabo entre as pernas. Um jogo em que reinava o receio de ficar na zona vermelha e proibida. Fugir aos lugares de despromoção era o lema obrigatório.
Em campo, duas equipas da Liga que tinham de desculpar o desaire na Taça de Portugal: o Estrela que perdeu contra o Alpendorada (3-1) e o Rio Ave contra o Sintrense (3-2), ambos do Campeonato de Portugal.
Na primeira parte, a equipa de João Nuno apresentou-se superior ao coletivo do técnico grego. Com mais bola, oportunidades, passes e agressividade, o Estrela abriu o marcador sem espinhas.
Aos 28 minutos, Jorge Meireles caiu à entrada da área, Luís Godinho ainda colocou o apito na boca, mas a bola sobrou para os pés de Paulo Moreira, que ajeitou e rematou cruzado para o fundo das redes.
Festa na Reboleira e nenhuma dúvida que era o resultado merecido. Pelo menos, nos primeiros 45 minutos.
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No entanto, depois do intervalo, Silaidopoulos mexeu e foi à procura de mudanças e… encontrou-as!
A primeira oportunidade de perigo até foi da equipa da casa, com Sidny Cabral a rematar rasteiro e a obrigar uma defesa esforçada de Miszta, mas o Rio Ave não se deixou amedrontar e foi à procura do objectivo: o empate.
Num momento de iluminação que gelou o Estádio José Gomes, Clayton levantou a cabeça, armou o pé e passou em rotura para André Luiz, que, sozinho, foi muito maior que Renan Ribeiro e finalizou. Apesar da festa dos colegas, o ex-Estrela não festejou e desculpou-se aos adeptos que no passado gritaram por ele.
Daí em diante, a reação do Estrela até foi positiva, mas o futebol são 11 contra 11 e a finalidade é meter a bola na baliza. E foi assim que o Rio Ave foi atrás da reviravolta.
Depois de várias mudanças em campo, Marious Vrousai tirou Montóia da frente, e de que maneira (!), apontou à baliza e sorriu com o frango de Renan Ribeiro, que colocou manteiga nas mãos e deixou o ferro entrar.
Os adeptos não gostaram e entoaram o famoso cântico: «joguem à bola». Eles tentaram, meteram o Rio Ave encostado às cordas, mas a única vez que a bola entrou, Rodrigo Pinho estava 62 centímetros em posição irregular.
Agora, com a primeira vitória fora de casa, o Rio Ave soma onze pontos, escalou na tabela e está em sétimo lugar. O Estrela continua em lugares de perigo, 15.º, com sete pontos e a possibilidade de ficar em zona de despromoção neste domingo.
A figura: Marious Vrousai
Cumpriu ao longo dos 90 minutos e foi uma presença imperial no meio campo do Rio Ave, tendo mesmo nos pés um dos momentos mais importantes da partida. Ao fazer o 2-1, selou o resultado.
O momento: o golo da vitória
Montóia para um lado, Vrousai para outro. Bola para a baliza, Renan a dormir. Eis um breve resumo do 2-1 para o Rio Ave. O internacional grego teve nos pés o momento que deu os três pontos aos vilacondenses.
Positivo: Paulo Moreira bem tentou
Autor do golo do Estrela, Paulo Moreira foi comandando a equipa da casa ao longo da partida, com vários passes precisos, construção de jogo e presença dominadora. Saiu exausto depois do segundo golo do Rio Ave.
