Três alegres pontos
Eis-nos chegados, caro leitor, aquele momento da temporada em que cada ponto, cada vitória, pode significar muito mais do que “apenas” isso.
Não é exagero dizer que, com quatro jornadas para o fim do campeonato, tudo se decide nestas alucinantes semanas até meio de Maio.
Há lutas várias: a do título, claro, a da Europa e a da manutenção, onde o Nacional tem estado desde o início da temporada. E para a qual hoje pode ter dado um passo decisivo, com a vitória frente ao Alverca (1-0).
O Alverca, mais confortável na tabela, entrou sem a pressão dos pontos – e isso notou-se nos primeiros minutos em que dominou.
Aliás, durante a toda a etapa inicial, a equipa de Custódio teve as melhores chances. Touaizi, aos 14m, ficou perto do golo, mas Kaique fez uma defesa “à futsal”.
Chiquinho, pouco depois, também podia ter inaugurado o marcador, valendo o corte de Labidi de cabeça. A bola levava o selo de golo.
O Nacional até tinha mais bola – só que era uma posse sem grandes consequências. Não é que os madeirenses tenham jogado mal – porque não jogaram – mas escassearam as grandes chances de golo (a melhor terá sido um cabeceamento de José Gomes, ao minuto 30).
Ao intervalo, o resultado ajustava-se – e o jogo, diga-se, até estava agradável de ver.
Acontece que, na segunda parte, tudo isso mudou. Tanto Alverca como Nacional entraram erráticos, somando passes falhados. O jogo disputava-se longe das balizas, até ter entrado em ação a estrela-maior do Nacional.
Pouco se tinha dado por Chuchu Ramirez, mas o ponta de lança apareceu no momento exato: aos 67 minutos, aproveitou um erro de Sergi que não cortou uma bola fácil, entrou na área e rematou forte sem hipóteses.
As lágrimas que não escondeu nos festejos dizem muito da importância desta vitória para o Nacional.
Os insulares “fugiram” do Casa Pia, que está em lugar de play-off, e colocaram-se a Estrela da Amadora e Santa Clara (ambos com menos um jogo).
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A FIGURA: Chuchu Ramirez
Sim, é repetitivo dizer que é o melhor jogador do Nacional, que há uma equipa com ele – e outra sem ele -, que é notável que, numa equipa que luta pela manutenção, já tenha 15 golos na Liga, mas como fugir ao facto de, mais uma vez, os insulares lhe deverem uma vitória, tal como aconteceu hoje?
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O MOMENTO: No aproveitar é que está o ganho (67m)
Numa rara desatenção de um Alverca que costuma ser sólido defensivamente, Sergi permitiu a Chuchu Ramírez o golo que decidiu o jogo. O passe longo de José Gomes estava perfeitamente ao alcance, mas o defesa da equipa de Custódio deixou a bola escapar, isolando o ponta de lança do Nacional.
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NEGATIVO: Tímida reação do Alverca ao golo
O Alverca merece que todos os louvores lhe sejam tecidos neste regresso à I Liga, tantos anos depois. Os ribatejanos não só estão a fazer um grande campeonato (assegurar a manutenção, com 35 pontos, é uma questão de tempo), como praticam um bom futebol. Hoje, todavia, depois de uma boa primeira parte, a equipa desapareceu na segunda. Depois de ter sofrido o golo, a reação foi praticamente nula.