Moreirense-Estoril, 2-1 (crónica)

Bruno José Ferreira , Parque de Jogos Comendador Joaquim de Almeida Freitas
18 mai, 19:58
Liga: Casa Pia-Moreirense (CARLOS BARROSO/LUSA)

Bomba contra a monotonia: Franco com carimbo histórico

Novo marco histórico em Moreira de Cónegos: em ano de regresso ao convívio com os grandes, o Moreirense estabeleceu um novo máximo na Liga – 55 pontos – ao derrotar o Estoril (2-1) no derradeiro jogo do campeonato para os dois emblemas. Competente, sem deslumbrar, a equipa de Rui Borges bateu os canarinhos com golos de Mingotti e Franco.

Um grande golo do médio, já na segunda metade, assegurou o triunfo do Moreirense, o quarto consecutivo nesta ponta final da época, cimentando um sexto lugar há muito conseguido. Em contraponto, já com uma tímida manutenção alcançada, o Estoril evidenciou muitas dificuldades para articular jogo.

O embate teve um ritmo descontraído e pouca intensidade num jogo típico de final de época, dando inclusive, para o Moreirense estrear o terceiro guarda-redes, Mika.Foi, portanto, um embate sem os condimentos habituais no que à energia em campo diz respeito. Os próprios técnicos deram sinais nesse sentido, com Vasco Seabra a mudar metade da equipa do Estoril, enquanto que Rui Borges operou quatro alterações no onze do Moreirense.

Mingotti apimenta a abrir

Ainda assim, podendo bater o recorde de pontos numa temporada no principal escalão, o conjunto de Rui Borges cedo abanou as redes. Antonisse e Mingotti, dias novidades na equipa inicial, entenderam-se para abrir o ativo. Trabalho primoroso de Antonisse a fazer o passe, descobrindo Mingotti nas costas da defesa, para o atacante atirar de primeira para golo.

Perspetivava-se que um golo espicaçasse as emoções. Mas, na realidade não foi bem assim. O embate continuou a ser molengão, sem grandes motivos de interesse, com raras exceções de um lance ou outro. O Estoril, através de cruzamentos, ia tentando igualar o marcador, mas sem lances de verdadeiro perigo.

João Carlos foi a aposta de Vasco Seabra ao intervalo para tentar incrementar mais acutilância à dianteira do conjunto canarinho. Conseguiu-o de pronto, uma vez que o avançado precisou apenas de quatro minutos para fazer o empate. Cruzamento de Pedro Álvaro, num lance aparentemente controlado por Frimpong, o avançado foi mais pujante na área e cabeceou para a igualdade.

João Carlos ainda mexeu, mas a tarde era de Franco

Mas, o Moreirense estava destinado a terminar uma época histórica com aquele que foi o quarto triunfo consecutivo na reta final. Franco foi o detonador do triunfo, ao usar de uma bomba para selar a vitória e a conquista dos três pontos.

Remate violento de fora da área, na passada, sem hipóteses de defesa para Daniel Figueira. Franco, uma das figuras da equipa ao longo da temporada, a decidir o jogo num grande momento.

Triunfo do Moreirense a fechar uma temporada em que bate o recorde de pontos alcançados na Liga, os tais 55. Espelho da temporada, os cónegos foram competentes e venceram de forma limpa. O Estoril consegue a manutenção, numa época de altos e baixos em que nunca se conseguiu encontrar verdadeiramente.

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