Pedro Proença falou sobre a importância de existir uma boa relação entre os clubes e a Liga Portugal
Pedro Proença falou esta segunda-feira sobre os desafios que o futebol enfrentará no futuro e mencionou a importância de haver «uma nova geração de dirigentes que, independentemente da cor que defendem, tem hoje a capacidade de discutir a indústria do futebol.»
Aproveitando esta nova «leva» de dirigentes, o presidente da Liga acredita que era mesmo necessária uma «modificação obrigatória» no que toca à relação entre os clubes e a Liga e que «é natural ter todos os presidentes reunidos», afirmou o presidente da Liga Portugal no Record Summit, em Lisboa, onde também estiveram presentes Frederico Varandas, Rui Costa, António Salvador e o «vice» do FC Porto, Tiago Madureira.
Prova disso, Pedro Proença acabou por revelar que esta segunda-feira teve um almoço com os dirigentes de Sporting, Benfica, FC Porto, Sp. Braga aos quais se juntaram o Famalicão e Vitória de Guimarães, para discutir vários temas como «os desafios de uma reestruturação dos quadros competitivos ou o a centralização dos direitos.»
Sobre o «caminho do futebol profissional», o presidente da Liga Portugal acredita que o mesmo vai passar por algumas alterações, que vão precisar de tempo, como a alteração dos formatos competitivos mas também mudanças no aspeto financeiro para os clubes.
«Essas alterações terão de acontecer, mas com equilíbrios. A pirâmide toda tem de ser alterada, não é só o futebol profissional. Esta preocupação existe por parte dos clubes profissionais. Compatibilizar as competições domésticas com as internacionais é muito difícil, para não dizer impossível.»
«O quadro desportivo atual é absolutamente impensável. Há que perceber as condições para os atletas terem esta carga desportiva, que não é possível gerir. Se queremos um futebol mais competitivo, não podemos também ter uma carga fiscal absolutamente anormal e seguros a terem o peso que têm hoje nos clubes», concluiu Pedro Proença.
