Portimonense-Boavista, 1-1 (crónica)

12 fev 2022, 20:25

Vitórias em 2022 (ainda) não é para eles

Tamanho desejo de vencer pela primeira vez em 2022 fez ninguém sair a sorrir por completo.

Portimonense e Boavista marcaram um golo cada e somaram também mais um ponto cada para a conta na Liga. Ricardo Matos abriu e Petar Musa fechou o marcador (1-1) ainda antes do intervalo.

Contas feitas, oitava jornada seguida sem vencer para o Portimonense, que a juntar os jogos da Taça, já não vence há dez jogos e há precisamente dois meses: a última vitória foi a 12 de dezembro em Moreira de Cónegos. O Boavista vai em sete jornadas sem vencer, nas quais somou seis empates.

O Portimonense surgiu com duas alterações no onze inicial e o Boavista com três, num jogo em que o resultado final ficou feito na primeira parte. Foi um golo para cada lado e os dados estatísticos finais, embora não digam tudo, mostraram mesmo um equilíbrio noutros parâmetros: 17 remates e seis cantos para cada lado, embora o jogo tenha tido alternâncias de domínio.

A equipa de Paulo Sérgio esteve mais ofensiva em determinados períodos da primeira parte e o Boavista entraria mais rematador na segunda. A expulsão de Porozo, aos 77 minutos, acabaria, no entanto por ser um duro revés num jogo que acabaria, ainda assim, por ter oportunidades para o 2-1 em cada baliza, nos minutos finais.

Anderson deixou a primeira tarefa exigente do jogo a Bracali, com um remate perigoso logo aos três minutos. O Portimonense marcaria mesmo, mas precisou de esperar para festejar ao minuto 20. Nakajima bateu o canto na esquerda, Willyan ganhou de cabeça ao segundo poste e Ricardo Matos, que há algumas semanas fazia golos pelo Olhanense no Campeonato de Portugal, desviou de cabeça para o 1-0, estreando-se a marcar no novo clube. O lance passou pela revisão do vídeo-árbitro e Cláudio Pereira, inicialmente por lapso, até apontou para fora-de-jogo, mas esclareceu o gesto e apontou para o meio-campo.

A equipa da casa cheirou mais um golo pouco depois, mas Bracali fez a mancha a Nakajima (24m) e viu depois Angulo querer colocar a bola tão ao… ângulo, que saiu ao ferro da baliza.

Ultrapassada uma fase de maior avalanche ofensiva do Portimonense, o Boavista chegaria ao golo num bom desenho ofensivo aos 41 minutos. Nathan marcou o lançamento lateral e Makouta, após aguentar a pressão adversária, cruzou rasteiro para o remate certeiro de Musa.

Na segunda parte, Sauer e Musa materializaram a vontade do Boavista em dar a volta ao texto para a primeira vitória fora de portas, mas ora faltou um pouquinho mais de pontaria, ora estava lá Samuel, como esteve ao minuto 70 a voar a remate de Makouta, o mesmo jogador que, na compensação, já com o Boavista reduzido a dez, quase abrilhantou uma boa exibição com o golo: o cabeceamento foi ao ferro.

Já também após a expulsão de Porozo, o Portimonense conseguiu aproximar-se novamente com perigo da baliza de Bracali: Relvas e Angulo ficaram perto de ser felizes, mas ainda não foi desta que 2022 quis vitórias com algarvios e nortenhos.

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