«Deve-se refletir sobre a facilidade com que a pirotecnia entra nos estádios»

17 mai, 22:47
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Pedro Proença mostrou preocupação em reforçar a segurança no desporto na reunião com o Ministério da Administração Interna

O presidente da Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP), Pedro Proença, manifestou, esta terça-feira, preocupação pela «forma tão fácil como os engenhos pirotécnicos entram nos estádios».

Nesse sentido, Proença reuniu com o ministro da Administração Interna, José Luís Carneiro, a secretária de Estado da Administração Interna, Isabel Oneto, e o secretário de Estado da Juventude e do Desporto, João Paulo Correia, para debater medidas de forma a reforçar a segurança no desporto.

«Numa reflexão daquilo que tem sido a época que agora terminou, temos sentido que os fenómenos de violência e da intolerância do racismo, após o processo de pandemia onde não tivemos público nos estádios, tinham vindo a aumentar. Portanto, viemos sensibilizar o senhor ministro da Administração Interna que é um trabalho conjunto e que tem de ser feito entre a Liga e a tutela, por forma a que possamos preparar a próxima época desportiva», disse o presidente da Liga à comunicação social, no final da reunião.

O maior foco deste encontro foi a falta de controlo à entrada dos estádios, que faz com que os adeptos transportem engenhos pirotécnicos para os recintos.

«[Falámos de] uma série de medidas que já tínhamos validado, que tem que ver com a monitorização dos adeptos na entrada nos estádios, a questão das vistorias, problemas de artefactos que continuam sem controlo a entrar dentro dos estádios. Há uma série de fenómenos que nos preocupam. Obviamente, por parte da Liga, há o compromisso naquilo que lhe diz respeito da autorregulação. Num trabalho conjunto, o que queremos é uma nova época diferente das outras, onde possamos rapidamente trazer as famílias aos estádios», notou.

Proença apontou ainda à criminalização dos engenhos pirotécnicos. «É uma das medidas [criminalização dos engenhos pirotécnicos] que tem tido acolhimento por parte da tutela. Queremos que isso aconteça, porque aquilo que se passou na última época deve fazer-nos pensar e refletir sobre a forma tão fácil como esses engenhos entram nos estádios de futebol profissional», vincou.

A Liga e o MAI reúnem-se de novo daqui a duas semanas, para «reanalisarem o plano de trabalho e tudo aquilo que vão ser os futuros passos para a época que se avizinha», de modo que esta «aconteça de uma forma diferenciadora».

Já o MAI, numa nota enviada à comunicação social, sublinha que a «segurança nos recintos onde se realizam espetáculos desportivos, bem como o combate à violência associada ao desporto, continua a ser uma prioridade do Governo e das autoridades policiais e de proteção civil».

No documento é realçado que a legislação em vigor já contempla medidas como «a criação, pelo organizador da competição desportiva, de um sistema informático para emissão e venda de bilhetes, a emissão de bilhetes nominativos para acesso a certas zonas dos estádios, ou a possibilidade da medida de interdição e acesso aos estádios ser acompanhada do dever de apresentação do adepto às autoridades».

A nota refere ainda que «foi consensual a importância das medidas de prevenção no que concerne à segurança nos recintos desportivos, nomeadamente dar seguimento às recomendações resultantes das vistorias realizadas aos recintos desportivos em 2020».

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