Sporting-Sp. Braga, 1-2 (crónica)

Ricardo Gouveia , Estádio de Alvalade
22 jan, 22:34
Sporting-Sp. Braga (ANTONIO COTRIM/LUSA)

Casa arrombada por Gorby

Ao sexto encontro, Ruben Amorim não conseguiu vencer o Sp. Braga e até acabou por perder, pela primeira vez em casa, com um golo nos descontos. Os leões até entraram bem no jogo, chegaram ao intervalo em vantagem, com um grande golo de Pedro Gonçalves, mas depois deitaram tudo a perder na segunda parte. Os minhotos empataram, desde a marca dos onze metros, logo a abrir a segunda parte e acabaram por virar o resultado em tempo de compensação, numa altura em que os leões desesperavam por recuperar a vantagem.

Uma derrota que quebra uma sequência de 35 jogos sem derrotas em casa dos leões e que pode ter consequências sérias na classificação, uma vez que permite a aproximação do Benfica e pode deixar o FC Porto fora o alcance da vista caso vença este domingo o Famalicão. Mas vamos ao jogo que tem muitas histórias para contar.

Último terço fechado a sete chaves

Ao primeiro apito de Hugo Miguel, o Sporting assumiu desde logo as rédeas do jogo, diante de um Sp. Braga mais na expetativa, talhado para responder em transições rápidas. Um leão com elevada posse de bola, mas com dificuldades em entrar na área de Matheus, com os minhotos a fecharem o último terço a sete chaves. O Sporting até passava a primeira barreira com facilidade, quase sempre com passes longos dos centrais, mas depois não encontrava espaços para chegar à zona de remate.

Ruben Amorim terá gostado da segunda parte em Vizela e manteve Pote sobre a esquerda e Sarabia do lado contrário, mas eram Esgaio e Matheus Reis que procuravam progredir e chegar mais à frente. O Sp. Braga, por seu lado, fechava-se bem lá atrás, mas depois sentia tremendas dificuldades face à intensidade que os leões, com um número bem mais elevado de faltas, colocavam na recuperação de bola.

Foi neste equilíbrio de forças que surgiu o grande golo de Pote que desfez a forte consistência que a equipa de Carlos Carvalhal vinha apresentando até aí. Grande passe de Matheus Nunes, a picar a bola para a área, com Pedro Gonçalves a fugir à marcação, para depois brilhar ao mais alto nível, com uma receção espetacular com o pé direito, para depois rematar com o pé esquerdo por entre as pernas de Matheus. Ao contrário do que seria expetável, fez-se um silêncio demolidor em Alvalade, porque quando a bola entrou na baliza a bandeirola estava levantada. Foi uma questão de segundos até Hugo Miguel, alertado pelo VAR, apontar para o centro do terreno. O golo era válido e os leões estavam mesmo em vantagem.

Ataque afinado para o segundo tempo

O Sporting quase voltou a marcar no lance seguinte, com Sarabia a acertar no poste, mas desta vez o espanhol estava mesmo adiantado. A verdade é que o jogo ficou desde logo mais aberto, com o Sp. Braga a descomprimir as suas linhas, à procura de uma resposta rápida. Galeno tentou entrar na área em drible, Ricardo Horta rematou ao lado e Vitinha também tentou a sua sorte, mas foram apenas fogachos num jogo que continuava a ser controlado pelos leões com uma forte posse de bola. Pote esteve muito perto de voltar a brilhar, num lance desenhado por Sarabia, picando a bola sobre Matheus, mas passou ao lado.

A verdade é que o Braga estava a crescer e Carlos Carvalhal afinou o ataque para a segunda parte, trocando os extremos de lado e abdicando de Vitinha à procura de maior mobilidade com Abel Ruiz. Inverteram-se os papéis na segunda parte, agora com o Braga a assumir as despesas do jogo e o Sporting mais na expetativa. Um passe curto levou Coates a meter a bola nos pés de Ricardo Horta e, na sequência do lance, Matheus Reis atropelou Galeno. Viveram-se momentos de expetativa em Alvalade, com Hugo Miguel a rever as imagens do lance e a apontar para a marca dos onze metros de onde Galeno empatou o jogo.

Voltava tudo à estaca zero, mas agora com o Sp. Braga, moralizado, por cima do jogo e com Abel Ruiz a ameaçar a reviravolta. Os leões procuravam recuperar o controlo do jogo, Paulinho até teve uma oportunidade para marcar, com as bancadas de pé, mas cabeceou ao lado na sequência de um cruzamento bem medido de Matheus Reis. Ruben Amorim não esperou mais e lançou Tabata para o lugar de Feddal.

Com os minutos a correr para o final, Coates subiu para ponta de lança para os instantes finais, os leões carregaram com tudo o que tinham à mão, com o Braga, agora novamente mais fechado, a procurar responder com transições rápidas. Os últimos minutos foram frenéticos, com oportunidades nas duas balizas e, quando parecia que o empate era inabalável, foi o Sp. Braga que acabou chegar ao golo. Mais um erro dos centrais, desta feita de Gonçalo Inácio, que colocou a bola nos pés de Gorby que, depois de uma simulação, bateu Adán com um remate bem medido, junto ao poste, sem hipóteses para Adán.

Balde de água fria em Alvalade.

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